OS BELOS E AS FERAS


OS BELOS E AS FERAS 

 
 

 

Jurema Cappelletti

Rio de Janeiro – RJ

 

 

EDITORA

 

- 2019 -

 

 

 
 

 

 

 



 

 

 

 

Livro para ser lido naqueles dias em que está com raiva da sua namorada, revoltado contra sua mulher, com desejo de matar sua vizinha (que atrapalhou seu lazer com música alta do Roberto Carlos ou querendo enforcar a empregada que sumiu com a sunga de praia mais cara que você tinha. 

 

 

 

 

 

 

Este livro é para quem sabe trocar idéias sobre diversos assuntos, principalmente às mulheres que não se limitam a trocar receitas de bolo sem a intenção de fazerem, como seu objetivo de vida, a mera disputa feminina, estando isentas daquela visão de serem a mulher com mais habilidades domésticas do planeta.

 

 

Jurema Cappelletti

 

 
 

 


Introdução


 

Lendo artigo de um jornal, há alguns anos atrás, me deparei com a crônica de um de nossos grandes escritores.  Lamentavelmente não lembro seu nome nem o título do texto, pois foi há bastante tempo e não tive o cuidado de anotar.  Na crônica, ele enaltecia a beleza feminina, comparando-a com a feiúra (?) masculina, sob todos os aspectos. Tendo uma visão diferente, oposta mesmo, corri para lhe escrever o que chamei, na brincadeira, de  Os Belos e as Feras”.


 


Bem, acabei não enviando o que seria uma simples carta, pois naquela longeva época eu nem tinha email. Meu objetivo era mostrar ao autor o outro lado, na tentativa de desfazer o mito feminino, desmascarar uma imagem irreal, alimentada por nossa sociedade, e principalmente muito explorada pelas propagandas, na base do  eu te mostrarei como você poderá ficar linda. Mas, se comprar meus produtos”.  O ego não resiste e as vendas se tornam garantidas.


 


Ao parecer muita pretensão mostrar a tão excelente escritor que o contestava, me limitei à minha condição de leitora inconformada. Foi aí que minha frustração me impeliu a colocar no papel tudo o que venho observando, há tempos, sobre a alma feminina, aquele lado invisível, escondido; a sua feiúra interior.


 

Juro não ter a intenção de mostrar todas as mulheres como bichos horrorosos e maus.  Não é bem assim, afinal também sou mulher. Mas ... somos diabolicamente atraentes.


 

Pode haver engano na minha visão, aparentemente muito dura de algumas características femininas (minhas, inclusive), porém a considero mais realista do que ortodoxa.  É o lado avesso feminino;  aquele que ninguém vê, e nem elas próprias enxergam. 


 


As mulheres não vêem seus defeitos por falta de coragem, por desinteresse ou porque sempre são tão enaltecidas, que se convenceram a acreditar na visão que fazem delas.  


 


Atualmente parece que as mulheres deixaram esse problema  cultural p’rá lá, não olhando seus parceiros como rivais, mas como amigos e companheiros.


 


Correto é tornar mais simples a convivência com o sexo oposto, tão mal aproveitado (em todos os sentidos).  


 


Quem sabe, após saber quais são as idéias que nos foram passadas por nossas antepassadas, os homens talvez compreendam  tanta dificuldade nesse  ela X eu’’,  ao invés de   ela e eu’’,   pois é mais fácil encarar um problema, conhecendo sua origem, mesmo sem o entender direito.


 

Não há nada melhor do que ter em volta apenas casais bem-humorados e satisfeitos. É insuportável sair com amigos e, no meio de uma conversa, presenciar uma troca de farpas.

O lado feio das mulheres é desconhecido e inimaginável por muitos homens.  Não todos, é claro, pois muitos já devem ter passado por experiências bem desagradáveis, situações bastante próximas a algumas aqui citadas.  De início, todos vão estranhar, considerando um exagero.  Espero porém que, após o primeiro impacto, recordando fatos vividos, as pessoas possam reavaliar a complexidade de se lidar com uma mulher, em como é complicado o relacionamento mesmo entre elas próprias, devido a algumas de suas ‘peculiaridades’.

 


O que está aqui escrito vai causar, além da desconfiança, certa indignação. Principalmente por mulheres mais jovens, que enxergam as coisas de forma muito diferente. 


 


A idade até pode ajudar,


mas as características femininas


sempre vão existir.


 


Muitas vão achar que aqui se está fazendo uma generalização injusta. Muitos discordarão, é claro, principalmente nossas representantes do sexo feminino.  Alguns homens talvez se revoltem contra mim, por achar que os estou apresentando como seres frágeis, o que não é verdade. Porém, mesmo sendo mulher, me sinto isenta de qualquer julgamento tendencioso e bastante à vontade para expor, livre de hipocrisia, o que cansei de constatar.  Talvez, para muita gente, apresentar a mulher como aquela coisinha linda, doce e delicada seja um tabu que não convém ser derrubado.


    

Conversando com outras mulheres, quase todas concordam e até acham graça.  “É isso mesmo”,  dizem, e começam a rir. Mas só em conversa particular.  Estando num grupo maior, principalmente se houver algum homem por perto, elas se sentem forçadas a negar e se insurgem, mostrando-se ofendidas. É difícil admitir nossos defeitos “genéticos” publicamente, pois seria o mesmo que expor aos consumidores os defeitos de fabricação de um produto.


 


Porém, tenho alguns homens como testemunhas.  Grande parte dos representantes do sexo masculino já passou por instantes em que sentiu o  “peso” de se gostar do sexo oposto.  

 

Minhas supostamente frágeis companheiras, sentindo-se até mesmo agredidas, certamente vão me criticar. Podem alegar falta de embasamento para meus comentários, negando tudo com veemência. O mais provável é que digam se tratar de um mea-culpa, onde mostro características apenas minhas, atribuindo-as a todas as outras  (dá para apostar que o comentário será este, pois as conheço muito bem).


 

 

Mas elas que me perdoem e...


aproveitem, mais uma vez, para se proclamar injustiçadas


(seu papel predileto).


 


 


 

 

 

 

EU NÃO GOSTO, TU NÃO GOSTAS, ELES NÃO GOSTAM

Mulheres, ao se sentirem agredidas, não gostarão do que está exposto aqui. Homens, ao se sentirem enfraquecidos, também não gostarão.  Ou seja, ninguém gostará.  Aqui esqueci de incluir  ‘quem está no meio do caminho’. Excluídos, também não gostarão.

 

 

É perda de tempo discutir qualquer assunto

com pessoas com idéias arraigadas  

 

A mulher fecha os olhos para as diferenças e insiste em querer que os homens sintam como elas, pensem  como elas, e se comportem como elas. Não estou dizendo que os homens tenham menos sentimentos, apenas os expressam de outra maneira, ou são treinados a não expressar o que estão sentindo.

 

Essas diferenças não existem apenas pela diferença de sexo. Elas se acentuam mais com a educação.  E a principal responsável pela educação  é a própria mulher, a mãe, mesmo quando ela também trabalha fora .

 

MESMO SEM PERCEBER, a mulher sempre educou seus filhos de maneira diferente da educação que dá às filhas, o que talvez não aconteça mais. Talvez o fato de educar um menino de forma diferente da educação dada a uma menina futuramente poderá se tornar motivo de revolta, quando ela começa a perceber que os direitos e deveres são iguais, mas não muito.

 

Mulheres querem que os homens sejam iguaizinhos a elas, quando eles já nascem bem diferentes.  Mas não existe vontade alguma de compreender tal diferença, ainda mais num mundo em que o número de os gays é cada vez maior.

 

Pergunta feita quando nasce uma criança:

É MENINA OU MENINO?

 

Existe, até entre os animais, a necessidade de haver um macho para defender uma fêmea, mesmo numa situação onde não é necessária a força física.

 

 

 


 


 


 


 


O verdadeiro preconceito é o que  ninguém enxerga


 


O verdadeiro preconceito é inconsciente, sendo,  talvez,  o pior.


 

Isso de pensar que a mulher deve ficar numa redoma de vidro, que não pode ser diminuída por palavras, que é preciso ter cuidado ao se dirigir a ela é o  mais verdadeiro dos preconceitos. Demonstra que ela é vista como um ser fraco e vulnerável, o que já deixou de ser há muito tempo. (ou nunca foi!).  Sua fraqueza em relação aos homens é apenas em termos de músculos  ( Ah! Os músculos masculinos...)


 

Algumas mulheres se dizem fortes, mas se machucam com qualquer coisinha. Sofrem pelos motivos mais tolos. Não conseguem manter o bom humor com aquelas “citações”  que lembram a mulher do tempo da minha avó.  Devemos acabar com o preconceito que existe dentro delas mesmas.

 

É possível ser mulher de verdade, sem ser  “fresca”.

 

 


 

 


 


 


Quem quiser xingar sinta-se à vontade


 

Se há uma coisa absurda é essa de algumas pobres mulheres se sentirem  menosprezadas por qualquer piada, ou algo parecido.

 

Muitas ‘arrotam’ por liberdade e direitos iguais,

mas não conseguem abrir mão de

uma suposta vulnerabilidade...

quando necessária.

 

Já que as mulheres se tornaram tão emancipadas, iguais como dizem, então  por qual motivo, usam o artifício de que a mulher deve ser tratada de forma diversa?  Onde está essa igualdade se o homem tem pênis e a mulher não? Onde estará meu pênis? Será que o esconderam ou a igualdade é um tanto desigual?

 

O homem e a mulher são diferentes, sim.

 

Serão sempre e um completa o outro.

 

O fato de não conseguir encarar uma brincadeira com bom-humor demonstra insegurança.

 

Existem apenas duas hipóteses:

 

1 – se a mulher é dependente, é vulnerável ;

 

2 – se a mulher é independente , a dependência não existe e é coisa do passado.  

 

 

O que as mulheres preferem?

O que os homens preferem ?

 

 

 

 

 

 

Os Belos e as Feras

 


 

 

Vamos avaliar a verdadeira beleza? Cheguei à conclusão   de que lindos mesmo são os homens.

 

Analisando tal opinião.

 

Ao contrário das mulheres, os representantes do sexo  masculino já nascem prontos; não precisam de artifícios ou disfarces. Basta viver no meio de três homens, meu marido e nossos dois grandes amigos para tal conclusão se consolidar.  Basta um ligar para outro que ele está sempre pronto para ir a qualquer lugar, o que não ocorre comigo.

 

Para ficarem mais bonitas, as mulheres se pintam: batom,  base, delineador e mil outros cosméticos. Mudam a cor dos cabelos, escondem  os fios brancos, “fazem” luzes, reflexo, escova (os salões de cabeleireiros não sobreviveriam sem as representantes femininas). “Fazem” pés e mãos, depilação, passam cremes no corpo, anti-rugas no rosto, já podem até mudar o formato do corpo, tirando o que sobra de um lado e colocando o que falta em outro, com lipoaspiração e implantes de silicone.

 

E essa coisa especial que se chama homem? Estão sempre prontinhos, com tudo ao natural, embora nem todos. Basta um bom banho e, no máximo, fazer a barba, ou deixá-la crescer e fazer seu contorno. Não é necessário mais nada.  Gays à parte.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

 

Aliás, cabe a pergunta: alguém já viu um homem cheio de estrias e celulite?  É uma raridade!

 

Até com a idade, a natureza os protege. Conforme vão ficando mais velhos, os cabelos grisalhos lhes dão um certo charme. Alguns se tornam até mais bonitos,  mesmo com alguns quilos a mais. A aparência madura lhes faz bem. Desnecessário lembrar que dentre os animais irracionais são os machos que impressionam por sua beleza.  O leão e o pavão são exemplos sempre citados. Pela lógica, no nosso caso, não poderia ser diferente.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

                                                                      

Em se tratando do valor de ser natural, este valor masculino não se apresenta apenas exteriormente. Os homens possuem uma qualidade inigualável: têm um raciocínio e um comportamento práticos, lineares, sem meandros, isentos daquela terrível malícia, típica das fêmeas. Sorte a nossa que somos mulheres e temos como perceber tudo à nossa volta!  Mesmo conhecendo uns homens que usam alguns meandros para atingir um determinado objetivo,  não o fazem constantemente .

 

Os homens poderiam pensar sobre o assunto e reformular as idéias que lhes foram impostas! Está certo acharem as mulheres lindas, afinal nos esforçamos muito para isto, gastando tempo e dinheiro.  Mas, analisando com imparcialidade, dá para verificar a existência de dois tipos de beleza, onde a deles é natural e mais autêntica, em todos os sentidos. Pena que aparentemente antes que os sentimentos masculinos tenham sido totalmente aceitos, chegam ‘novas regras’ e tudo passa a ser pretérito.

 

Está bem, para preservar a fama de macho, não precisam sair gritando “lindos somos nós!”, pois ficaria esquisito.  Mas, lendo o que vem à frente, vai ser fácil concluir quem são o belos e quem são as feras. 

 

 


A Suposta Fragilidade Feminina


 

 

O homem pensa que manda,

e a mulher finge que obedece.

 

 


 

É vantajoso, para todos, ter uma visão fria e realista do lado feio feminino. Até porque o natural é haver dois lados em tudo, o lado bom, e o lado ruim. O lado feio das mulheres é aquele lado que ninguém, nem elas próprias, querem encarar e muito menos expor.


 


Mulheres, como dito antes, só perdem, encarando seus parceiros como rivais, como já fizeram por muito tempo.  Para ter bom relacionamento basta tornar mais simples a convivência com o sexo oposto, tão mal aproveitado.  E, cá p’rá nós, é bem mais fácil às mulheres se responsabilizem por isso.


 

 


Dificuldade num relacionamento:


 

Foi assimilada aquela doce imagem da mulher sempre carinhosa, dedicada, amorosa, sensível e frágil. Sua própria aparência ajuda a manter esta fantasia. Difícil mostrá-la de outra forma. Não as estou acusando de monstros (depende, não é mesmo?), mas também não são o que aparentam. Há certas características –  encobertas, como se estivessem dentro de um armário bem trancado - que somente as próprias representantes do suposto sexo frágil têm condições de conhecer.

 

Passamos a vida inteira lendo livros, artigos, reportagens, ouvindo entrevistas, em que até hoje os homens são apontados como verdadeiros seres insensíveis e as mulheres as coitadinhas, obrigadas a tolerar todas as dores e sofrimentos decorrentes do  machismo (ainda bem que essa é uma opinião que vai se esvaindo).  É uma idéia tão arraigada, que as próprias mulheres ainda não se conscientizaram de que houve uma quase troca de papéis. Esse conceito, distorcido para a presente realidade, nos acompanha há tanto tempo que é quase impossível ser alterado, embora as mulheres da atualidade não os vejam de tal forma.  Ao menos é o que dizem algumas delas!

 

Já notaram que nos filmes mais atuais

as mulheres surgem lutando,

com armas nas mãos.

 

Nossa sociedade, insistindo em preservar uma fantasia, moldada em épocas passadas, embora já superada, prefere ignorar o poder de fogo feminino, hoje sabiamente explorado por elas. Apesar de toda mudança existente, as representantes do sexo feminino continuam sendo apresentadas como frágeis.

 

Quando menciono fragilidade, não me refiro ao lado físico, pois não é ele o mais importante. Para  “detonar” uma falsa fragilidade, basta perceber que as mulheres têm mais força que uma granada.  E aí não há músculo capaz de ultrapassar seu poder; é o que torna os homens tão vulneráveis diante do que seria, segundo nossa crença, sua presa.

 


 

 

Desmascarar o mito da fragilidade feminina deve ser desconfortável para os homens. Acostumados à fama de dominadores, uma visão diferente pode não lhes agradar. Para eles talvez represente uma inversão de valores, na qual passem a ser apontados como fracos, o que não é verdade. Ainda não perceberam a desvantagem que significa manter um poder camuflado.  Além disso, os homens se iludem e se tornam ingênuos pela falta de acesso ao interior da alma de uma mulher, tão diferente do seu.

 

Mas, por favor, falar da ingenuidade masculina não significa crítica, muito pelo contrário. Ingenuidade não é fraqueza, ainda mais numa questão tão complexa.  Os homens precisam lidar com grande contradição: a cândida mulher irreal (em que continuam acreditando), e aquelas que vivem ao ser redor.


 


Após alcançar a liberdade que não tinham antes, as mulheres tiveram chance de liberar sua crueldade felina - arma indispensável na eterna competição entre elas - usando-a também contra os homens.  Sendo assim, eles se tornaram indefesos, pela dificuldade de entender coisa tão complicada da qual são isentos.


 

 

Deixou de ser o vilão

e virou um herói!

 


Não posso deixar de citar Machado de Assis que, em quase todos os seus livros, deixa a arte de dissimulação de uma fêmea à mostra na maioria das suas personagens. A dissimulação é uma perigosa aliada. Poucos homens visualizaram com tanta clareza as garras do considerado  sexo frágil.

 

Existem duas mulheres numa só. Adoram mostrar sua adquirida auto-suficiência e independência; mas nem sempre. Dependendo das circunstâncias, podem parecer um verdadeiro trator (nos casos de confronto, por exemplo), enquanto em outros momentos aparentam ser uma criatura indefesa. É interessante, para elas, que sua falsa fraqueza esteja à vista de todos, parecendo real, para usá-la oportunamente.

 

Não me baseio em épocas atuais ou em povos não civilizados como os muçulmanos, por exemplo, onde a mulher se submete e não tem direito sequer de mostrar o rosto. O comportamento aqui comentado é o usado até agora em nossa sociedade, substituído por um comportamento em que a mulher e o homem se igualaram profissionalmente, economicamente ou dentro de casa. Quanto aos homens, não me refiro àqueles violentos, problemáticos como drogados, alcoólatras ou psicopatas e sim à maioria deles, o homem comum, este presente que foi dado a nós, pela natureza, e pouco valorizado.

 

O homem é um privilégio feminino!

 

Para os homens é estimulante acreditar que detêm a força, após serem convencidos disto durante toda a história da humanidade. E como não acreditar, se isso faz parte da nossa cultura? Gerações a gerações, essa idéia nos foi transmitida.  É uma crença que faz bem ao ego do macho, embora hoje não lhe traga mais as vantagens que tinham antes. 

 

Todas as mulheres, sem exceção, mesmo as menos esclarecidas, possuem uma malícia impiedosa. Obviamente, algumas a sabem usar mais e outras menos. Mas é um “talento” próprio, sempre presente. Naturalmente, nenhuma fêmea se vê dessa maneira.

 

Como cúmplices, há diversos fatores incentivando a crença na discutível fraqueza feminina. O clamor da sociedade - através dos meios de comunicação saem sempre em sua defesa, mesmo injustamente; o apoio e proteção de várias entidades; e o interesse na comodidade que tudo isto pode proporcionar a todos os mortais.


 


Toda a nossa cultura, embora ultrapassada,


ajuda a “sofrida mulher”


e massacra o homem.


 

A força física masculina é proporcional à sua ingenuidade perante às mulheres. Às vezes, mesmo os homens mais autoritários, pensam estar tomando as decisões e mandando, quando estão, na verdade, sendo sutilmente encaminhados por suas parceiras. As mais inteligentes preferem convencer com seu jeitinho ao invés de exigir.   

 

O raciocínio feminino é sinuoso, cheio de rodeios. Já o raciocínio masculino, mais direto e objetivo, torna-os vulneráveis. O contraste nessa área, não os deixa fazer frente a elas nem na mentira. Não significa que sejam mais verdadeiros e não mintam. Não se trata disso. Mas, por exemplo, é fácil uma mulher perceber quando seu companheiro está mentindo, o que não acontece quando é o inverso.

 

Alguém se lembra do papel

que a chamada matrona

representava em sua família?

 

 

 

 

 

A infidelidade

 

A fama de infiel sempre coube aos homens, num terreno onde são realmente os vencedores, mas em termos de quantidade.  Entretanto, mesmo na traição, a enorme desvantagem também é deles.  Parece mentira, ou exagero, mas não é, não; basta analisar com imparcialidade, deixando preconceito e hipocrisia de lado.

 

Os representantes masculinos são apresentados como mulherengos. Alguns são, de fato, e não pretendo defendê-los. Porém, conheci muitos que o foram até  encontrar a mulher com quem se acertaram.  Vale a frase que li numa camiseta e achei ótima: “Enquanto não encontro a mulher certa, vou me distraindo com as mulheres erradas.”

 

Escuto dizer que os homens “transam por transar, mesmo sem sentimento”. Pode ser, mas aposto que também preferem “transar” com quem gostam, sem levar um susto ao acordar no dia seguinte, olhando para a mulher ao seu lado e, constrangido, perguntar  “Como é mesmo seu nome?”

 

Segundo depoimento de alguns conhecidos meus, é bastante desagradável quando, após aquele fogo todo, tendo cumprido o seu papel, ter vontade de se vestir e sair rápido, pois não há mais nada que o segure ali (muito pelo contrário).

 

Não existe aqui a intenção de justificar a infidelidade masculina, apenas analisar. Ninguém procura explicação para se comportarem assim; a única intenção é apenas criticar.  Mas motivos é que não faltam para alguns homens serem infiéis.

 

Quando se trata de sexo, logo de início chegam seus hormônios, mais “possantes” que os nossos.  Em seguida boa parte dos machos ainda se submete à nossa cultura social, que ainda espera ver neles a imagem de um garanhão. E não pretendem decepcionar nem a sociedade nem seus hormônios. Há também a educação, que assim os cria e depois reclama!

 

As coisas mudaram, mas se livrar de idéias tão enraizadas é difícil, pois ficam lá no subconsciente. Para serem respeitados, por eles próprios, os representantes masculinos precisam mostrar grande desempenho sexual, tanto em termos de qualidade quanto em quantidade.  não se dando o direito de “negar fogo”, o que já se dão o direito de o fazer hoje em dia.

 

Na maioria das vezes, o homem é infiel para suprir uma relação sexual incompleta. Esta carência faz com que se sinta inseguro e fisicamente frustrado. Vai procurar na rua o que não tem em casa: além da satisfação sexual, a necessidade de se sentir desejado e capaz de proporcionar prazer a uma fêmea. Poucas esposas proporcionam tal sensação a eles .

 

Quando se sentem realmente amados e sexualmente satisfeitos, não têm motivo para  “trair” suas mulheres.e Nem teriam  “gás”  para tanto, principalmente depois de certa idade.

 

Na maior parte dos casos, quando um marido é infiel, seu comportamento se altera de tal forma, que é quase impossível não notar. Ele começa com cautela e, aos poucos, conforme vai se envolvendo, não consegue mais disfarçar. Falta a eles o lado artístico. É difícil enganar uma mulher, pois seu “faro” não deixa o “pecado”  passar despercebido.

 

Em algumas ocasiões, ela pode até se fingir de boba, por conveniência. Talvez a situação seja cômoda, pode lhe faltar coragem para enfrentar o problema sem risco de perder o marido, ou vários outros motivos.

 

Já a mulher é capaz de manter uma relação fora do casamento de maneira tão natural que pode se tornar até mais carinhosa com seu companheiro (quando lhe convém, é claro).

 

Na maior parte das vezes, as mulheres costumam ser infiéis por dois principais motivos: vingança, como forma de punir seu parceiro que não está correspondendo a seus ideais e fantasias; ou para enaltecer seu ego, mesmo num processo inconsciente. Caso o amante venha a se tornar marido ou companheiro, com o tempo o erotismo existente irá desaparecendo, pouco a pouco, sendo substituído por exigências fúteis.

 

A convivência entre homem e mulher é, na maioria das vezes, insatisfatória a ele.  Geralmente a mulher quer um homem a seu lado para lhe dar segurança ou mostrar a todos, principalmente às outras mulheres, ter sido capaz de fisgar um companheiro.  É possível exigir que fidelidade?

 

Conheço vários casais que há anos se relacionam muito bem. Adoram suas mulheres e é fácil saber por quê. Elas não querem apenas o marido; gostam, de fato, dos seus homens.

 

 

 

 

 

Você não me ama mais!

Esqueceu a data

do primeiro espirro que dei ao seu lado.

 

 

Não há nada que desestabilize mais uma relação homem/mulher do que o esquecimento de datas simbólicas. São encaradas, pelas mulheres, como prova de amor incontestável. O pior é que são tantas.

 

Há o básico: data do aniversário, casamento, Natal (devo ter esquecido alguma). Entretanto - eles precisam de muito cuidado -, quanto mais romântica, mais datas ela acumula em sua lista. Todas devem ser comemoradas, infalivelmente, com idas a restaurantes e presentes.

 

Tudo vai depender da imaginação de cada uma: o primeiro beijo, o primeiro passeio de bicicleta, quando foram andar de barco pela primeira vez, a primeira viagem sozinhos, a primeira ida a um Motel, quando conheceu seus pais, o primeiro..., o primeiro..., o  primeiro..., o primeiro..., o primeiro..., o primeiro..., o primeiro... Chega, ‘’minha imaginação’’ acabou, deixo o resto com vocês.

 

Para elas a lembrança da data do casamento, só para dar um exemplo, é mais importante do que data do pagamento de uma  conta. Nestas, caso você esqueça, paga o acréscimo previsto pelo atraso e tudo fica resolvido;  no caso de uma data simbólica, os juros são excessivamente altos e lhes serão cobrados pelo resto da vida.

 

A inteligência feminina ainda não funcionou na hora de entender a diferença entre eles e elas. Querem que dêem a mesma importância às bobagens que lhes são vitais. Exigem igual modo de sentir o valor da data que lhe é importante.

 

Um caso corriqueiro. Acordam. O marido esquece a “importância”  daquele dia.  Passados uns dez minutos (ou menos) surge uma nuvem negra no ar. Ele percebe que sua mulher começa a “esfriar”. Mais cinco minutos.  O  humor vai piorando. Vai-se tornando cada vez mais emburrada.   Estando com tempo  - ou  paciência -,  pergunta cauteloso:  “Está tudo bem?”  Não ouve resposta. Sai de casa atordoado, sem entender o que aconteceu.

 

Durante o dia, no trabalho, com várias coisas para resolver, ele esquece o problema doméstico, nem tão raro assim. Pode ser a maldita tensão pré-menstrual (TPM para os íntimos). Caso ela também trabalhe fora, mal consegue se concentrar em suas tarefas, pois tanto sofrimento não permite.

 

À noite, ao chegar em casa, o mundo desaba. Encontra uma mulher amargurada, deprimida. Ela o acusa, chorando. Não a ama mais, não a considera, é grosseiro, não é romântico (nem poderia, homem não sofre dessa doença). Provavelmente seu relacionamento nunca mais será o mesmo.

 

Portanto,  querendo  manter um clima  agradável em sua casa, é indispensável a compra de uma agenda com Memória (o brasileiro prefere a palavra “reminder”). Algumas emitem um sinal sonoro para lembrar o inesquecível; são as ideais. Evitando falhas, imperdoáveis, deve solicitar a cooperação dela ao colocar os dados na sua “aliada”. Mas é necessário muito tato. Ao pedir ajuda à mulher, não pode admitir que não sabe de que datas depende sua vida.

 

Lembrem-se sempre: seu casamento pode não resistir apenas ao esquecimento de uma daquelas datas fatídicas (Oh! Me enganei, quis dizer simbólicas) .  

 


 

Assédio feminino

 

 

A fidelidade se tornou um desafio, pois o assédio feminino, atualmente, é terrível. Talvez elas exagerem no ataque como forma de compensar eras passadas; pode ser.

 

Motivos para o assédio

 

Há mulheres que se atiram em cima de homens que estão quietos no seu canto, atiçando sua curiosidade.  Quando o fazem apenas para provar seu poder de atração - o que é muito comum - algumas os atraem até certo ponto. Satisfeita sua vaidade, deixa o pobre coitado curioso até o final de seus tempos. Chegam a se fazer de ofendidas com uma possível, embora induzida, cantada. Qual o homem que não tem uma tentação frustrada desse tipo  “guardada na gaveta” ?

 

Outras vezes, o que instiga o assédio feminino é o desafio de ver um homem já comprometido (que palavra horrorosa!) se interessar por ela, principalmente sabendo que ele forma um casal se dá bem. Aí entra em campo a competição entre as representantes femininas, uma verdadeira praga. No caso o homem é apenas um instrumento usado para medir forças com a outra, mas ele nem desconfia disto. 

 

Outro motivo para levar determinado homem à infidelidade é estar sozinha (situação inaceitável para um fêmea). O ataque seria compreensível caso estivesse realmente interessada por ele. Mas seu objetivo, às vezes inconsciente, pode não ser ele exatamente, mas apenas suprir a falta de um companheiro. Ao perceber, que aquele homem não vai muito bem em seu relacionamento doméstico, vê ali sua chance e sai à caça. Corre para consolar o pobre carente e se aproveita da oportunidade. Mais uma vez, erradamente, ele se vê cobiçado.

 

 

 

 

 

Manipulação feminina

 

Várias formas para dominar o homem

 


 

 

O homem existe para suprir

 as vontades da mulher.

 

 

 

O poder de manipulação é um artifício comumente aproveitado pelas mulheres nos relacionamentos, onde se impõem, sutilmente, de forma encoberta.  Embora seja um poder usado mesmo entre elas próprias, as principais vítimas de manipulação são os homens, pelo fato de aquilo ser algo inatingível à sua percepção.  Homens manipuladores também existem, mas não é comportamento tipicamente masculino.

 

Ainda na época em que as mulheres eram submissas, algumas já supriam tal situação desvantajosa encaminhando seus companheiros sem que eles percebessem.

 

Quando quer, a mulher induz o homem de várias formas até atingir seu objetivo, mesmo que dos mais inconsistentes.

       

Desde cedo a menina aprende a usar o sentimentalismo para satisfazer suas vontades. Começa treinando com o pai. É quando descobre seu grande poder. Quando mulher, bastante treinada, saberá  escolher, com exatidão, esta ou aquela artimanha que melhor se adapte à circunstância daquele momento.  Para cada caso e para cada companheiro há uma forma diferente de agir .

 

O choro é um dos recursos.  Sabe que vai emocionar o marido e ele, com pena, acabará cedendo.  É detestável, é muita covardia provocar sofrimento naquela pessoa frágil que está sob sua guarda. Afinal não custa nada deixar seus afazeres de lado, por alguns instantes, para levá-la ao cabeleireiro. “Ela se sente tão insegura se o cabelo não estiver pintado!” ou “Ela precisa se arrumar para mim”, pensa ingenuamente.

 

Em outros se faz de zangada. Faz aquela cara de “não quero te ver nem pintado”.  Não há homem que agüente uma mulher emburrada e elas sabem disso. Alguns evitam tal situação concordando sempre o desejo que surgiu à sua frente.

 

Mas, o pior e mais covarde meio de atingir seu objetivo é usar o sexo como barganha.  Não sendo tão importante para ela quanto para ele, não fecha a boca, mas fecha as pernas.

 

 

Ensinando comportamento diferente

entre meninos e meninas

 

O menino é macho!

A menina, não.

 

Mesmo as mulheres não acreditam que as mães sempre fizeram o mesmo que elas. Por quê? Porque as mães são contra o machismo, mas só na hora de protegerem uma filha,  embora sejam favoráveis ao machismo na hora de criar um filho homem, mesmo criando os dois ao mesmo tempo. Dizem que esse tratamento diferenciado não existe mais.

 

Há pouco tempo atrás, meninos e meninas eram educados de forma totalmente diversa. Atualmente já não tanto, mas diferença ainda existe.

 

Era normal incentivarem, nem muito veladamente, os rapazes a não assumir compromisso muito cedo, a sair com várias moças, se distrair bastante antes de escolher com calma a mulher ideal. Principalmente as mães, custavam a aceitar a namorada que, pensavam,  estivesse à altura do seu filhinho.  Ainda hoje, esse quadro não mudou muito, se é que mudou.

 

Com as garotas, a coisa era bem diferente. Antigamente, o início já dizia tudo:  as meninas não podiam dizer palavrão e precisavam se mostrar educadas e ingênuas. Eram educadas para o casamento, pois as mulheres não trabalhavam fora e tinham um único objetivo: ser esposa e dona-de-casa.  Em virtude disso, aprendiam culinária, corte e costura e faziam curso intensivo de ‘’tolerância’’.

 

Se logo o primeiro namorado estivesse dentro dos moldes desejados, seria bem vindo, tratado com todo carinho, visto imediatamente como provável futuro genro.  A menina era incentivada a manter o namoro até que este se tornasse casamento.

 

Houve algumas alterações nos últimos anos, mas ficaram muitos resquícios da antiga forma de educar. Muitas mulheres, mesmo reclamando, chorando, gritando contra o machismo, ainda são as primeiras a ensinar seus filhos a  serem  “machos”.

 

A prova disto é que mesmo agora, quando pela primeira vez, o garoto fala alguma sacanagem (desculpem a expressão), podem até chamar sua atenção, mas no íntimo ficam satisfeitas e acham engraçadíssimo. Correm a contar para as amigas, fingindo ser uma crítica ao o que o garoto falou (“dei-lhe uma  bronca” – podem dizer elas).  Na realidade, estão é apregoando a todos que seu filho é homem.

 

Nossa cultura, obrigava o homem a se mostrar forte, lhe dando uma vida de sentimentos reprimidos. Podia rir, sentir raiva, mas nada que passasse a impressão de fraqueza. Chorar, então, nem pensar, o que já vem ocorrendo atualmente.

 

Ao homem ainda não se concedia o direito de demonstrar quaisquer sentimentos, como sentir medo ou chorar.  Até hoje, com toda a mudança havida, a maior parte das pessoas, por mais que todos insistam em negar, fraqueza não é o que se espera deles. Há sentimentos que precisam ser mantidos escondidos, talvez até deles mesmos, para não se considerarem fracos. 

 

Quem não se lembra daquela frase,  tão antiga quanto absurda: “Homem não chora”?  Felizmente, é uma frase que já não ouço há bastante tempo, mas as pessoas ainda se surpreendem (ou se chocam?)  ao ver um representante  do sexo masculino com coragem de exprimir emoção.  É isso mesmo: coragem,  pois o homem que sente vontade de chorar e o faz deve ser admirado. Primeiro, por exibir a sensibilidade que  sempre foi  obrigado a ocultar.  Segundo,  por não se importar com o que os outros vão pensar. E, para não se preocupar com a opinião alheia, é preciso ser bastante corajoso.

 

As meninas nunca foram impedidas de mostrar suas emoções.  Ao contrário, aprendem desde cedo a usá-las. Podem ter medo, chorar, se desesperar pelos motivos mais bobos. Algumas aproveitam, diversas vezes encenando, sua esperada fragilidade para atingir algum objetivo.  Quem nunca viu uma criança fingir que está chorando, para convencer seus pais de alguma coisa?

 

Após a revolução industrial as representantes do sexo feminino adquiriram o direito de trabalhar, mas o interesse permanecia o mesmo: conseguir marido (seu eterno protetor e provedor, com ou sem salário). Ao nascer o primeiro neto, se tivesse o genro boa situação financeira e achasse não haver necessidade de ver a mulher trabalhando fora, algumas até insistiam em convencer a filha de que ele tinha toda razão. Procuravam convencê-la, em outras palavras, de que ser “dondoca” seria a melhor alternativa.

 

Apesar das mudanças, há grande controvérsia na atual forma de educar as filhas de maneira moderna.

 

O comportamento feminino é contraditório. Querem ver suas filhas estudando e se preparando para a independência financeira. Porém, algumas ainda estimulam as garotas a treinar, desde pequenas, seu poder de sedução.

 

A prova de tal contradição é diversas  mães aprovarem, ao comprar  roupas  “sexy”  para suas filhas.

Ainda crianças, vestem, sainhas justas, blusas insinuantes e até passam batom.  São verdadeiras miniaturas de mulher.  É a moda baseada em programas infantis(?), onde as apresentadoras lhes ensinam danças eróticas e as mães acham lindo. 

 

Não cabe a discussão de ser certo ou errado as meninas aderirem ao estilo sexy de ser,  mas o caso é que, à beira do século XXI, desde cedo as  meninas  continuam sendo treinadas à sedução, aprendendo  a  viver em função do seu poder de atrair o sexo oposto. 

 

As supostas emancipadas vão negar que o intuito seja esse, mas não há como desmentir.  Atualmente dizem que todos se vestem de acordo com sua vontade e que homens não devem olhar para as mulheres que se expõem como se estivessem numa vitrine.

 

Talvez até seja um processo inconsciente, mas é indiscutível. O atual comportamento vai de encontro ao que falsamente ou inconscientemente alegam não aceitar.

 

 

 

 

 

 

 

Machismo  X   Feminismo

 

 


 

 

Nos áureos tempos - áureos para eles -, os homens dominavam, o que não acontece mais. Eram todos adestrados: os homens para mandar e as mulheres para obedecer.  Seria esta a época do machismo, que já vai longe.

 

Entretanto, nos anos 60 surgiu o feminismo, uma revolta contra o tal machismo e que as representantes do sexo  “frágil” insistem em afirmar ainda existir. Este feminismo desencadeou, erradamente, a  “guerra dos sexos”,  uma  guerra inútil.

 

Nesta época, as mulheres tiveram, merecidamente a seu favor, a descoberta do anticoncepcional. A pílula veio ajudar na liberação sexual feminina, que, aparentemente, ainda não soube ser utilizada, pois tal  liberação aparentemente fez explodir um rancor que vinha-se acumulando.

 

Seria hora de aproveitar esta mudança não para lutar contra os homens, mas para a satisfação de ambos, numa sintonia ao invés de um embate.  Porém foram invertidos os papéis e passou-se a exigir tudo dos homens, pressionados por todos os lados, com cobranças exageradas, como se fosse vingança.

 

Antes a satisfação sexual masculina era exigida das mulheres. Sua obrigação era suprir essa necessidade. Não existia aquela noção de prazer recíproco. Agora, no entanto, vemos que os papéis foram trocados, não resolvendo nada. Passou-se a cobrar, impiedosamente, bom desempenho do homem. O equilíbrio do relacionamento, com satisfação mútua, deveria ter sido alcançado aos poucos, com calma, sem intolerância. A mulher, querendo, tem condições de conseguir uma relação harmoniosa.  Mas, inconscientemente (ou não?),  não procura fazê-lo e se sente bem agindo de modo diferente. No íntimo, sabe, que o deixa inseguro.  É uma forma de retaliação?  Ou é guerra mesmo?

 

Em determinados momentos, querem que o homem seja  “durão”  (lhe foi ensinado desde criança); em outros é exigido que seja sensível o suficiente para compreender e agradar a companheira, o que não é nada fácil, por ser quase impossível satisfazer uma mulher. 

 

Os homens ficaram, afinal, sem saber qual exatamente é seu papel, embora não admitam tal insegurança, pois não lhes é permitido.

 

As representantes do sexo feminino começaram a reclamar seus direitos de igualdade. Mas que igualdade será esta? Com ou sem mudanças, evoluções, modernismos, os homens serão sempre homens (graças a Deus!) e as mulheres serão sempre mulheres (graças a Deus de novo!).

 

Cada um tem sua função. Mesmo os dois trabalhando fora, contribuindo juntos para o sustento da família, sexo feminino e sexo masculino são coisas distintas.  Evidentemente, os direitos são os mesmos, pertencem aos dois.  Mas não é isso que se discute.  É algo bem mais complexo.

 

Por motivos genéticos, talvez, caiba mais à mulher manter o clima de sedução de uma relação, fazer com que o homem se sinta confortável  ao chegar em casa,  dar a  ele  uma  demonstração  de  carinho com pequenas  mordomias,  fazer com  que ele se sinta um verdadeiro  macho (condição que lhe é imposta até por elas próprias).  Não custa nada lhe dar este prazer. Tendo a mulher mais sensibilidade do que o homem, que é mais prático, não custa entender as carências de um homem, tão mais claras e simples que as nossas, menos românticas (voláteis seria termo mais apropriado) e, portanto, menos complicadas.

 

É muito mais simples agradar a um macho do que a uma fêmea, em todos os sentidos.  Eles precisam de muito pouco.

 

Só tem um companheiro carinhoso, quem lhe dá carinho ao invés de alimentar esse clima de competição e rivalidade, que foi criado, e só serve para desgastar a relação.

 

 

 

 

 

 

O que eles querem  X  O que elas querem

 


 

O homem tem necessidade de chegar em casa e encontrar uma companheira carinhosa, sem choramingos bobos. Quer o direito de descansar após um dia de trabalho e não ser obrigado a ouvir reclamações.

 

Quantas vezes chega pensando num bom banho, jantar, ler um livro ou ver um filmezinho na televisão com sua mulher ao lado (calada, logicamente).

 

Ela começa a contar o que houve com a vizinha ao lado, a amiga que engordou dez quilos, a colega de trabalho com um novo corte de cabelo (segundo ela, horrível) ou que levou um “fora” do chefe. Como esse tipo de assunto não condiga com seus interesses, ele ouve desatento. Ela se sente menosprezada. 

 

O desejo de uma noite tranqüila se transforma em momentos de terror, com acusações: ele não lhe dá atenção, é egoísta, não a ama mais. Aí então... o descanso  vai para o espaço”. Mesmo assim pode dar graças aos céus, se ela não aproveitar, por conta disso, para discutir a relação (coisa apavorante para qualquer homem).

 

Onde foi que o coitado pecou? Qual foi o erro? Nem um psicólogo terá resposta que justifique. Porque motivo as representantes do sexo feminino não conseguem valorizar os momentos ao lado do companheiro, apenas, sem falar? Talvez seja o grande sonho de muitos homens.

 

Mas vamos inverter os papéis. No final do dia, chega o marido. Começa a contar, detalhadamente, o jogo de futebol; o número de faltas, quantos gols foram perdidos, como reagia a torcida, o desempenho do juiz etc. Alguma vez isso já aconteceu? Duvido muito. Bem, supondo que sim, qual teria sido a reação da esposa? Ouviu atentamente? Pouco provável. Ele fez uma cena dramática por se achar abandonado com semelhante desinteresse? Respondam vocês.

 

A forma mais simples de manter o encanto do relacionamento é oferecer uma pequena mordomiazinha ao companheiro. É demonstração de carinho e não uma prova de submissão. Mas atualmente este tipo de coisa é considerada aviltante pelas mulheres. Se sentem diminuídas por fazê-lo. Afinal, também chegam cansadas ao final do dia (“que injustiça!”). Será que, por exemplo, levar para ele um suco ou cafezinho no quarto despende tanta energia assim?  Aposto que ele saberá retribuir.

 

Ao se casar, geralmente, o homem dá por finda sua  “temporada de caça”. Pensa ter encontrado a mulher que queria. Quer sossego.

 

Entretanto mulher não se satisfaz com tão pouco. Ela precisa de muito mais. Para provar que a ama, o companheiro tem que ouvi-la o tempo todo,  perceber que o cabelo não está mais jogado para o lado esquerdo, agora está para o lado direito, reparar que o jogo de toalhas é novo, precisa  telefonar durante o dia  (mesmo interrompendo um trabalho importante). Ela quer atenção em excesso, se não for por insegurança, será por vaidade.

 

Complicado para um homem entender que essa mulher tão exigente de demonstrações amorosas na hora de fazer amor esteja, na maioria das vezes, com dor de cabeça. Acredito muitos deles se perguntarem onde sua companheira  “guardava”  aquela cabeça dolorida antes de morarem  juntos.

 

Ele adoraria mesmo é ver sua companheira com aquele olhar de  “como você é gostoso !” anterior ao casamento. Que saudade!

 

Aliás, a  exigência do casamento tradicional, no papel, com Juiz e tudo, não passa de um recibo de garantia, um dos principais objetivos femininos.

 

Ainda hoje, grande  parte delas quer apenas  o marido  e dispensa o homem.  Sexo é dispensável.  O  marido é um troféu para mostrar às outras. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Casamento   

Antes e Depois

 


 

Perdeu o domínio,

Esperou o amor

E ganhou carência

 

 

Antes do casamento, a mulher é sexy, faz charme, é carinhosa, gosta ou faz de conta que gosta de  “transar”. Mas depois vai, aos poucos, mudando o comportamento. Perde o interesse pelo homem, pois já conseguiu o marido.

 

Já ouvi a alegação de que a mulher nasceu para ser mãe e, sendo assim, o interesse sexual diminui após o nascimento do primeiro filho. Argumento retrógrado para justificar o desamor, a falta de interesse por sexo.

 

Diversas esposas dão a impressão de encarar o homem como rival, não como companheiro.  Agem como se estivessem em lados opostos. Só enxergam o que para elas são defeitos, e muitas daquelas brincadeirinhas eróticas anteriores são trocadas por cobranças e reclamações.  Qualquer ex-casado sabe o que é isso.

 

A fase do namoro é o período que tanto um quanto o outro tem para se conhecer. Um a zero para elas. É praticamente impossível conhecer uma mulher.

 

Acontece é que, geralmente, se casam sabendo com quem, como ele é, quais são os defeitos que não lhes agradam.  Mas passam por cima disso, pois não podem esperar muito para encontrar o companheiro ideal.  Após o casamento, começam a pressioná-lo, querem que entre nos padrões desejados.  Procuram transformá-lo no  parceiro dos seus sonhos, tentam moldá-lo a seu jeito, numa batalha desgastante e sem efeito. Enquanto isso, o homem acredita ser amado do jeito que é, sem desconfiar das exigências que virá a sofrer.

 

Houve época em que o marido era escolhido pelos pais da moça, que era obrigada a aceitá-lo e deveria se casar virgem. A insatisfação feminina não era considerada.

 

Agora é bem diferente.  A escolha é sua e virgindade coisa do passado (ainda bem), o que permite à mulher, principalmente sexualmente, ter condições de saber se há ou não afinidade com aquele parceiro.

 

São muitas aquelas que, mesmo cientes, se casam com homens problemáticos, como alcoólatras, por exemplo, mas depois não aturam mais isso.  Começa o papel de sofredora, porque não conseguem mudar aquela situação já conhecida anteriormente .

 

O calor da relação depende do poder de sedução da mulher. Entretanto, ela perde o interesse pelo homem e quer viver na mesma casa, dormindo na mesma cama, como se fossem amigos. Vê o sexo como algo entediante.  Terá algo a ver com a Religião, ou foi a nossa cultura retrógrada de anos atrás que lhes ensinou que  “transar” é pecado?  Sei lá!.

 

Logicamente, certo dia, o homem acaba se sentindo desejado fora de casa e não resiste.  Porém, se a traição(?) é descoberta – e quase sempre acontece - ele é considerado um crápula.  Como é possível exigir tanto de um homem?

 

Não só sexualmente a mulher acaba frustrando seu companheiro. Vamos ver. Quantos casos parecidos vocês conhecem?  Durante o namoro, ela fica sabendo, por exemplo,  que ele gosta de sair com o violão embaixo do braço e ficar tomando cerveja no bar, ou gosta de alpinismo, futebol, ou de simplesmente ficar em casa vendo televisão.

 

Na fase da conquista ela o acompanha, como se tivessem aquele gosto em comum. Após o casamento, não quer  mais acompanhá-lo e o pobre coitado descobre que ela não  aprecia nada  daquilo .  Até aí tudo bem, o pior vem depois.  Com o passar do tempo, as  “unhas aparecem”  e começam a chegar as implicâncias com o passatempo predileto dele. Chega a um ponto em que resolve proibir que o aproveite. Começa o desespero: cria caso, briga, tortura o companheiro, reclama de tudo, fica emburrada.  “Mas ela sabia que eu gostava disso!”,  pensa ele sem entender nada.

 

Frustrado nas expectativas anteriores ao casamento, o marido passa a chegar em  casa  cada vez mais tarde,  irritado, cada vez menos paciente com aquela chata.

 

Não foi com aquela mulher que se casou,

foi com a outra,

aquela que conheceu durante o namoro.

 

 

As mulheres ainda não perceberam que o comportamento  do  homem  é um reflexo do seu próprio comportamento?  E passam a  acreditar  que  “ele não a ama mais”.   Mas é claro, ele amava aquela que namorava, a personagem criada para seduzi-lo. Aquela que se  arrumava, estava sempre sorrindo, acompanhava-o satisfeita e de bom-humor,  era sexy e o desejava.

                                                  

 

 

 

 

 

Quando a esposa se torna inimiga

 

A mulher e a nossa sociedade não aceitam admitir que o fim de um relacionamento decorre dos erros dos dois e não apenas dos erros dele ou de um só. Numa relação ninguém erra sozinho. Entretanto, só se considera falha da mulher em casos extremos, como quando esta troca o marido por outro, por exemplo. Não sendo assim, quase sempre se considera que o homem é único culpado pelas mazelas do relacionamento.

 

Dependendo do motivo de uma separação, o homem pode até ficar com raiva, assimilada após certo tempo. Logo ele inicia um novo relacionamento e a vida recomeça. A mulher, entretanto, mesmo depois de  “ter adquirido” outro companheiro, guarda ressentimentos das coisas  que já fazem parte do passado.  E os ressentimentos não são  “digeridos”  com tanta facilidade.

 

Todos já vimos casos em que a situação dentro de casa torna-se cada vez mais insustentável. O clima  desagradável vai num crescendo e passam a se agredir ou nem se falam mais.  Há casos em que chegam a se  agredir fisicamente.

 

Tornam-se  dois inimigos  morando  sob o mesmo teto.  Há um filme, “A Guerra dos Roses”, que mostra esta situação de maneira bem clara.

 

Por diversos motivos, alguns casais passam o resto da vida num verdadeiro inferno, outros, em determinada hora, acabam se separando.

 

Interessante observar como é mais fácil uma mulher se “desfazer” do marido do que o contrário. O custo-benefício de uma separação, para ele, é muito  alto.  Pelo menos homens que conheço, saíram de casa e perderam além das esperanças de ter ali uma família, as roupas, os móveis e o imóvel.

 

Quando o  homem não suporta mais e sai de casa,  todos passam a achar que ele abandonou a pobre esposa.  Várias vezes ele sai de casa apenas com a roupa do corpo (conheço vários maridos que o fizeram ), deixando para trás tudo o que foi adquirido pelos dois durante longo tempo.  Em muitas ocasiões, ela, magoada como sempre, se transforma  numa inimiga mortal.  Procura a Justiça  (injusta em relação a ele) e lhe tira o que pode. Usa até os filhos para se vingar. E não há nada pior que a vingança feminina,  principalmente  a  de uma ex-mulher.

 

Impressionante como tantas representantes do sexo feminino perdem tempo desprezando os maridos. Deixam de ser carinhosas e os repudiam.  Já as vi, com palavras, humilhá-los nem sempre veladamente, perante os amigos, com queixas e reclamações. Mas se ele toma fôlego e sai de casa, ela não se conforma, torna-se a pobre sofredora. Pior ainda,  caso  ele já esteja com outra, pois entra em cena aquela terrível rivalidade alimentada pelas ‘amigas’.  Ele é traidor e a outra não presta, pois tirou seu marido.  Não percebe que não foi a outra que tirou seu marido, foi ela que o “deu de presente”, por não saber valorizar o companheiro que tinha a seu lado.

 

Serve como exemplo o caso de uma ‘amiga’ minha que ‘deu de presente’ seu marido a outra mulher.  O mais estranho é que enquanto ficou ela sem ninguém para substituir sua perda, a filha do casal só podia ser vista (ao menos vista!) caso ele fosse à sua antiga residência.  Isso deixou de ser ‘regra’ depois que ela conseguiu outro homem para colocar em seu lugar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Socorro!  Não quero ser pai!

 


 

 

Estamos numa época em que existe até a pílula do dia seguinte,  ou seja,  não    desculpa  para o caso da falta de preparo para aquele dia que  “pintou” de repente.   Mas ainda assim as “pobres sofredoras”  ficam grávidas “sem querer” e acham ser o homem obrigado a assumir um filho que não estava nos seus  planos.  Ocorre em todas as camadas sociais, mesmo com as mulheres supostamente esclarecidas.  

 

Alegam mil coisas: não podem tomar pílula porque lhes faz mal, achavam não estar no período fértil, seu excesso de bondade não pode impedi-la de evitar o nascimento de uma criança, ou sei lá que outros argumentos poderão ser utilizados (o que não falta é imaginação).  Espero que isso nem aconteça mais!

 

Numa ocasião como essa, é (ou era?) necessário manter o mito da fragilidade feminina por baixo da manga. Nestes casos, elas se esquecem de gritar pela independência e auto-suficiência. “Como a coitada pode criar um filho sem pai?” Na verdade, se ela não se considera capaz de assumir sozinha o papel de mãe e pai ao mesmo tempo , nem pretende se escorar no namorado, então que se cuide para isso não acontecer.

 

Até os homens têm capacidade, agora, de admitir que ser pai não fazia parte de seus planos, ao menos naquele momento. Talvez isso tenha virado modismo, ... o modismo de uma nova era.

 

Quanto ao risco de ser pai, os homens também deveriam ser obrigados a evitar futuros compromissos. Concordo, mas em parte, pois para eles é impossível saber que a namorada, não querendo ser mãe tão cedo, como diz, não esteja se cuidando. Aí entra a ingenuidade e vulnerabilidade masculina agindo contra  eles,  pois só a mulher tem poder sobre seu próprio corpo.

 

Nossa sociedade, de forma injusta e hipócrita, impõe  uma paternidade indesejada e faz de conta que só a mulher tem razão. No intuito de preservar a antiga imagem, visando a defesa das mulheres, todos aceitam  suas  desculpas; se penalizam  do  chamado  “sexo frágil”  e punem  o  homem.  Ele é obrigado a reconhecer um filho que não queria ou passa a ser visto como desumano.

 

Ainda hoje, uma pobre mulher grávida e abandonada é considerada vítima (?) de sedução.  Impossível, porque é a mulher que seduz o homem. Além disso, a não ser em caso de estupro, os dois aproveitaram aquele momento. Mas é como se fosse bom apenas para ele. No papel de seduzida, ela aceita, de bom grado, a hipocrisia institucionalizada.   

 

Depois de tantos anos, os próprios representantes do sexo masculino ainda são convencidos a se sentir culpados e obrigados a aceitar o que lhes é covardemente  imposto.

 

Na verdade, quem determina quando vai ter um filho é a mulher.  Mesmo o homem não querendo, apenas ela pode decidir se vai ou não ficar grávida.

 

Para que se faça justiça, a paternidade só deveria ser exigida havendo acordo entre os dois quanto ao nascimento de uma criança.  Deixando bem claro não ter ainda interesse em ser pai, a responsabilidade deveria ser única e exclusivamente dela.  É desleal exigir dos homens o ônus de uma situação sobre a qual não têm controle.

                       

Após a descoberta do  teste  de  DNA,  então,  as falsas  independentes adquiriram mais uma arma para ser dependentes quando lhes convém.

 

Incrível como se pode até desenterrar um morto, para  provar que aquele filho era realmente  dele,  graças ao teste de DNA. Isso quando o defunto tinha, em vida, uma boa situação financeira, sem dúvida alguma. Até porque nunca vi cobrarem paternidade de um pobre defunto! As “emancipadas” não deixam os homens sossegados nem após a  morte.

 

Resumindo, a mulher  pode  “transar”  com quem quiser, e se quiser, sem compromisso. Mas seu parceiro sempre corre o risco de que ver o papel de papai lhe ser cobrado e exigido. 

 

Como diversas outras, é mais uma exigência unilateral: tornar o relacionamento bem mais complicado, um verdadeiro risco,  para o sexo masculino.

 

Acho que está na hora de os homens saírem às ruas com placas, cartazes, queimando cuecas na praça  (como as feministas fizeram com os sutiãs nos anos 60), reclamando, dessa vez, pelos seus direitos.  Principalmente pelo direito de ser pai apenas se desejarem, não por imposição. Deveriam criar a Associação de Proteção aos Homens  ou  Em Defesa dos Direitos do Homem.  Por que não? Já está mais do que provado  que, em se tratando de relação a dois, frágeis  mesmo são eles.

 


 

 

 

A pílula dos homens, uma espécie de carta de alforria,  já está sendo testada da Universidade de Washington e da LA BioMed. :

 

 

“ ...Uma pílula anticoncepcional para homens passou nos testes iniciais de segurança humana, afirmaram especialistas nesta terça-feira, dia 26. A pílula, feita para ser tomada uma vez ao dia, contém hormônios desenvolvidos para impedir a produção de espermatozóides. O anúncio foi feito em no encontro anual da "Endocrine 2019", uma importante conferência médica, realizada em Nova Orleans, nos EUA ...

https://oglobo.globo.com/sociedade/pilula-anticoncepcional-masculina-aprovada-em-testes-iniciais-anunciam-cientistas-23552337

 

 

 

 

 

A emancipação feminina

 

Nos anos 60, houve o grito de independência feminina. As mulheres não aceitavam mais, com toda razão, continuar em segundo plano.

 

Além da conscientização, veio o anticoncepcional que as ajudou a se rebelarem e  se  esforçarem para reverter o quadro. Passaram a participar mais  dos  acontecimentos, entrar em áreas que antes não estavam a seu alcance, sentir o sabor da emancipação financeira.

 

Foi uma fase em que houve realmente o desejo de liberdade. Tudo era conquista, novidade.

 

Entretanto, parece que foram, aos poucos, descobrindo que a independência, embora tão esperada, tem seu ônus, gerando não só direitos, mas deveres e obrigações.

 

Aconteceu o que as “feministas” jamais esperavam. As mulheres adquiriram diversas vantagens que não tinham antes, mas, em se tratando do relacionamento homem/mulher, muitas ainda continuaram dando preferência a deixar os encargos com eles. Atualmente, se pode concluir que houve grande retrocesso em relação  ao desejo  da  tão alardeada emancipação feminina, embora os chamados movimentos feministas permaneçam em voga.

 

A mulher vive gritando e brigando por sua independência, se diz eternamente injustiçada, quer todos os direitos que os homens têm.  Mas qual dos dois tem mais direitos?

 

A opinião pública não se cansa de apontar a discriminação sofrida pelas mulheres. Entretanto, em diversos casos, essa desvantagem vem sendo bastante aproveitada, tornando-se arma letal. Por acreditar, passar a idéia, ao apontarem as mulheres como seres  discriminados, a sociedade se penaliza.  Como sempre as mulheres acabam vencendo, mesmo em situações absurdas.

 

Antigamente as mulheres costumavam ter filho muito cedo.  Depois a vida moderna  fez com que percebessem não ser o ideal.  Passaram a estudar, trabalhar e a maternidade passou a ficar para mais tarde.  Em determinada época,  para tarde até demais, após os 40 anos. Hoje, de repente, as adolescentes vêm fazendo como suas avós ou bisavós, comprovando um retrocesso no modo de vida.  Lamentavelmente, é cada vez maior o número de meninas que se tornam mães aos quatorze,  quinze anos. Existem até escolas que mantêm, paralelamente, uma creche para abrigar os filhos de suas alunas, enquanto estudam.

 

Com o desejo de independência, talvez não tenham pensado que liberdade implica em responsabilidade.  Mas isso ainda não representou problema para elas.  Fingem ignorar esse fato, “arrotam” liberdade apenas quando lhes convém, pois nem sempre lhes interessa. Quando se trata de relacionamento a dois, se exige cada vez mais dos homens. Na maioria das vezes, eles ficam com grande parte dos deveres e os direitos são delas.

 

O desejo de autonomia, tão esperado, é discutível. Um exemplo bobo disso é ainda haver mulheres que dizem não gostar de dirigir automóvel, porém o acabam fazendo após a separação.  Como era cômodo ter um motorista particular (o marido) que as iam buscar onde estivessem e quando precisassem! Onde está a auto-suficiência?

 

Grande número de mulheres, morando sozinhas, mesmo com filhos, são  financeiramente  independentes. Porém, caso venham depois a se casar ou morar com um homem, embora continuando em sua profissão, passam a vê-lo como principal responsável pelo sustento da casa. E ele também se vê dessa forma, pois é o exigido pela sociedade. Em caso contrário é considerado fraco e incompetente. 

 

Se fosse realmente verdade que a mulher deseja ser independente, não estaria mais acontecendo o que podemos acompanhar em jornais, revistas ou à nossa volta.

 

Tem havido casos verdadeiramente escabrosos, em que elas se aproveitam de uma relação, ainda que passageira.  De alguns anos para cá houve um verdadeiro recuo e esse comportamento vem sendo usado como nunca.

 

O “sexo frágil” está numa situação privilegiada.  Quando quer é auto-suficiente, mas,  quando convém, se  lembra  imediatamente de que há uma legislação que ainda as protege e exige que o homem cumpra o seu papel de provedor.  

 

Em se tratando de homens famosos e de excelente situação financeira, então, nem se fala. Eles se tornam lindos e cobiçadíssimos. O mais interessante é saber que alguns deles, caso fossem meros trabalhadores, mal assalariados, aquelas mulheres lindas sequer olhariam para eles.

 

Se aproveitando de seus dotes físicos, muitas se aproximam de  jogadores de futebol em evidência  (é a última “moda”), de cantores ou grandes atores,  “fazendo fila para se candidatar ao cargo de namorada”.  Em vários casos, ser apenas namorada já é mais do que suficiente, pois o desejo é de fato conseguir uma escada para a sua ascensão.

 

Aparecendo seu nome nos jornais e revistas, logo depois se tornam modelos, atrizes ou coisa parecida.  Fazem do namoro uma ponte para o sucesso.  Se chegam ao casamento,  este geralmente não dura muito,  só o necessário para  a aquisição de um bom lucro. Já aconteceu até de uma  “louca varrida”  guardar um vestido com a marca comprovando uma brincadeirinha sexual que teve com um Presidente. Inicialmente, não foi nem interesse financeiro, havia intenção  apenas  de ganhar notoriedade (negativa, mas isto não importa).  Entretanto, logo depois, surgiu um produto para emagrecimento com seu nome (detalhe: ela era meio gordinha).  Não se está discutindo aqui o comportamento presidencial. Mas vale a pergunta:  ela teria  “brincado com o porteiro?” .

 

Outras exigem pensão, mesmo não tendo filhos e após pouco tempo de vida em comum. E, pior, se levar o caso a Juízo, ganha a causa.  Ou  seja,  numa situação como essa, a mulher cobra pela companhia e pelos carinhos que fez  àquele homem durante o período de convívio. Não deixa de ser uma forma de prostituição protegida por Lei e com o aval da sociedade .

 

Temos o caso de uma ex-Ministra da Economia que, após deixar o cargo, acabou se casando com um grande humorista, que tinha excelente situação financeira.   Atualmente, após a separação, mesmo trabalhando, faz parte do contingente de suas várias viúvas bem remuneradas.

 

A gravidez ainda é outra forma usada para se alcançar determinado objetivo. Vale lembrar o caso de uma  brasileira  que recentemente ficou grávida de um roqueiro famoso.  O caso, passageiro, foi amplamente divulgado pela imprensa e o incauto ficou sabendo que era pai de um filho de que nem lembrava mais quem era a mãe. Aliás, foi uma  “transadinha”  milionária para ela e onerosa para ele, pois resultou numa pensão de dez mil dólares mensais  “para a criança”. Difícil é acreditar que um menino seja tão dispendioso ou, principalmente, que o roqueiro tenha tido um  prazer que valesse tanto.

 

E o caso daquela modelo que passou anos insistindo em fazer teste de DNA de um falecido piloto?  Após o teste, feito com o sangue de um parente (os gens eram os mesmos!), teve a decepção de ver o resultado negativo afirmando que o filho não era dele. A modelo insistia em desenterrar o pobre coitado.

 

Como é possível que ainda ocorram coisas desse tipo? E nossa sociedade hipócrita sempre partindo em favor do chamado sexo frágil. 

 

Para aquelas feministas que iniciaram todo esse processo de libertação das mulheres, deve ser grande a decepção. Como sonhavam, as mulheres trocaram cursos de crochê e culinária pelo curso Universitário, meninas deixaram de brincar de  “comidinha”,  pois estudavam, logo cedo, e o tempo de sobra passou a ser usado na prática de  esportes.  Mas, após o encantamento inicial, parece que não gostaram muito da responsabilidade que a emancipação lhes traria.  É a única explicação para, depois de tudo isso, terem o atual comportamento.    

 

AO INVÉS DE BRINCAR DE BONECA

APRENDEM A ‘DANÇA DA GARRAFA’

 

 

O COMPORTAMENTO NÃO CONDIZ

 

Intolerável a hipocrisia onde se berra pelos direitos de igualdade das mulheres, que - dizem – devem ser vistas no mesmo nível que os representantes do sexo masculino. Sendo assim, porque, ao fazer jus a esses direitos, continuam como vítimas, exigindo e cobrando do companheiro o papel de provedor?

 

Agora me respondam: quais são os direitos dos homens num relacionamento? Como já mencionado antes, as representantes do sexo feminino podem até  “transar”, com quem elas quiserem, impunemente.  Já os homens sempre correm o risco de ter que assumir um compromisso que não lhes interessa (nunca se sabe).  O perigo, para eles, é enorme!

 

Antigamente, os pais escolhiam o marido de suas filhas. Não importava se a elas interessava ou não. O esperado é que ele fosse tratado com dedicação e respeitado como amo e senhor.  Ah! Ía me esquecendo! Suas necessidades, todas elas, deveriam ser satisfeitas, apenas satisfeitas.  

 

Quando o antigo marido queria  ter  maior prazer sexual,  este era pago e fora de casa.  Tesão não combinava com a mulher decente com quem se casara. Assim era no tempo de minha bisavó!

 

O homem custou, no início, a aceitar a idéia da liberação feminina.  Afinal, seu poder de macho estava sendo confiscado. Quando as mulheres conseguiram se impor, inclusive sexualmente, o susto inicial foi vagarosamente sendo substituído pela satisfação de saber que teria uma esposa atuante na cama.  Poderia ser desejado por sua companheira, o que não era nada mal.

 

As mulheres exigiam igualdade, mas em troca acenavam a seus parceiros com prazer recíproco, bem mais compensador. 

 

Vá lá, estavam perdendo o domínio, mas ganhavam, sendo amados e desejados.  Amados a ponto de serem aceitos (ou escolhidos) pela esposa, ao invés de impostos  por  seus pais.

 

A exigência de virgindade foi derrubada, os namorados já  “transavam”  antes de se casar. Hoje, até fazem experiência para saber se vai dar certo, casando-se depois de algum tempo! E eles acreditavam, naturalmente, que aquele ardor do tempo de namoro, seria mantido após o casamento.

 

Mal sabiam eles que, após o casamento, ou melhor dizendo, finda a fase da conquista, as mulheres (quase  todas) trocam carícias por exigências, cobranças e reclamações.

 

A frustração se tornou grande.  Como a mulher se tornou exigente, o homem passou a se sentir inseguro e se achar incompetente, sem capacidade de satisfazê-la. Vários deles, após tentar a segunda, a terceira esposa, acabam se convencendo de que a falha é sua. Vamos raciocinar, se ele a satisfazia até um tempo atrás, porque não consegue fazê-lo agora?  Antes de procurar um sexólogo, deveriam se lembrar de que a maioria das mulheres, como já dito diversas vezes, não quer um homem e, sim, um marido.  E aí está o verdadeiro problema, não se trata de sua incapacidade.

 

No final, se conformaram com a perda do domínio, achando que ganhariam amor, que seriam de fato desejados, mas acabaram ganhando mesmo foi carência e insegurança.

 

 

Mulheres se sentem à vontade para se queixar

e falar de suas inseguranças.

O  homem não ?

 

 

A rivalidade feminina

 

 


 

 

 

As representantes do sexo feminino costumam ser bastante vaidosas. Adoram ser admiradas, principalmente  quando  estão  na  fase  da conquista.  Enquanto o namorado ainda não foi definitivamente “fisgado”, procuram se apresentar sempre bem arrumadas, mas depois ...

 

Quantos são os homens que chegam em casa e encontram desarrumada aquela mulher sempre bem cuidada que viam antes? A partir de determinado momento, elas se arrumam apenas para sair e se mostrar aos outros, pois para ele não é mais necessário.

 

 

Elas se arrumam para quem?

 

Reparem que a maioria das mulheres costuma, disfarçadamente, olhar de forma crítica para as outras. Se nunca repararam, passem a fazê-lo.

 

As observam nos mínimos detalhes para compará-las a si mesmas. Querem saber se estão mais bem vestidas, se são mais ou menos bonitas, mais ou menos sexy, ou seja, são ou não  “páreo” para elas. Não que queiram disputar algum homem em especial, nada disso. Tendo a certeza de que a outra fará o mesmo, se sentem bem ao acreditar que poderão ser invejadas.

 

Conheço uma jovem, bastante bonita, que desde pequena é uma ferrenha competidora. Tem ela, ao menos, a sinceridade a seu favor.  Aos treze anos, mais ou menos, já admitia escolher as coleguinhas menos bem dotadas fisicamente para acompanhá-la. A explicação era que, estando com as não tão bonitas, poderia sobressair aos olhos dos meninos. Continua usando esse recurso até hoje. A competição feminina começa muito cedo.

 

Pelo prazer de competir com outra, muitas vezes, acontece um fato que, de tão absurdo, chega a parecer pura invenção, mas não é. Você está acompanhada e vem, em sentido contrário, outra mulher.  A mulher que vem em sentido contrário olha firmemente para o seu acompanhante, procurando fazê-lo olhar para ela.  Achou-o bonito, atraente?  Não. Não repararia nele se estivesse sozinho. Quer apenas incomodá-la, provocá-la. Quer lhe passar uma mensagem:  “Ele está com você, mas olhou para mim.”  Não é fantasia, não, e conheço vários homens que já perceberam tal fato.

 

É o maior problema,

o grande defeito das mulheres:

a competição a troco de nada.

 

Posso aqui citar dois casos incríveis.

 

“Amigos são os dentes e, mesmo assim,

mordem minha língua.”

 

Uma conhecida foi à casa de uma “amiga” que tinha uma filha  de quem era madrinha.  Eram amigas há muitos anos, ao menos ela acreditava que eram amigas.

 

Havia combinado com o namorado que ele telefonaria para buscá-la mais tarde, no final do expediente de trabalho.

 

Sabendo qual seu horário de trabalho, quando tocou o telefone, disse à “amiga” que foi atender: “Deve ser o Tony.”

 

A outra, estando em sua casa, atendeu. Pela conversa, percebeu que era ele mesmo. Como não lhe era passado o telefone, achou estranho e perguntou se era o namorado. A outra fez um gesto com a mão, demonstrando impaciência, sem responder nada e continuou a conversa, sem chamá-lo pelo nome nenhuma vez.  Ela deixou para lá.

 

Após desligar o telefone, a “amiga” não disse quem era, mesmo minha conhecida tendo insistido em perguntar mais uma vez.

 

Aí a “amiga” correu para se arrumar e foi para a cozinha fazer pipoca. Sabia ser a predileção dele.

 

Neste exato momento, minha conhecida, sendo também mulher, soube que sua amiga era “amiga da onça” e não tinha resistido,  após tantos  anos de amizade, a entrar em competição. Minha conhecida não disse nada e esperou.

 

O namorado chegando,  perguntou-lhe,  na  frente  da  “amiga”, se havia telefonado e ele disse que sim, confirmando sua suspeita .

 

Ela não fez nenhum comentário, mas a partir deste dia a “amiga” perdeu uma amiga e a garotinha, que não tinha nada a ver com a história,  perdeu a madrinha.

 

A  única vantagem foi que, a partir deste dia, essa minha conhecida aprendeu que amiga é coisa que não existe.  

 

O mais importante é que o objetivo poderia nem ser se apoderar do namorado da outra. Seria, provavelmente, o  simples  prazer da competição. 

 

O outro caso, bem característico, é aquele em que uma mulher se aproxima de outra por presumir que esta tem algum atrativo a menos ou está em situação menos privilegiada.  É do tipo que lhe faz bem se sentir  “por cima”  de alguma forma e, para isso, precisa sempre enfatizar sua posição vantajosa, visando deixar a outra com a sensação de inferioridade.

 

 

Uma mulher bastante ativa, de repente tem um problema e fica sem andar e sem perspectiva de voltar a fazê-lo futuramente.  Ainda no hospital, recebe a visita de uma conhecida que via apenas em algumas ocasiões. Encara aquela visita como uma forma de atenção.

  

Indo para casa, aquela conhecida começa a telefonar constantemente. Todas as vezes em que telefonava, a conhecida dizia que tinha acabado de caminhar em volta da Lagoa, ou tinha chegado de um passeio de bicicleta.

 

No início, ela não percebeu nada demais e conversava com a conhecida normalmente. 

 

Embora passando por um problema sério, conseguia superar a dificuldade e estava satisfeita, aproveitando o fato de ficar em casa para escrever alguns artigos para um Jornal de Bairro. Ao mesmo tempo, havia descoberto que tinha um marido especial e muito melhor do que imaginava.

 

Já o marido dessa conhecida  havia  saído de  casa há  pouco tempo e, por uma questão de sensibilidade (coisa que as mulheres têm e muito – e a outra certamente deveria ter também), ela evitava comentar o carinho que o seu vinha demonstrando, para evitar a frustração da outra.  Até então, não tinha porque fazê-lo.

 

Após diversas ligações, em que a outra  sempre  fazia questão de enfatizar suas caminhadas, passeios de bicicleta, e coisas que a mostravam  em melhor situação do que aquela que deixara de andar,  sentiu que havia alguma malícia naquele comportamento.  Percebeu que a outra queria mesmo era mostrar sua suposta  superioridade.

 

Tão felina quanto aquela, depois de certo tempo, resolveu fazer um teste e revidar.

 

Quando a outra telefonou, insistindo em contar  suas  atividades físicas  (que ela havia perdido condições de fazer repentinamente), retribuiu, mostrando que, apesar de tudo, estava satisfeita com a aceitação dos artigos que escrevia e passou  a contar, com detalhes, todo o carinho que recebia daquele marido fantástico, que a acordava todas as manhãs com cafezinho na cama.

 

Assim que retrucou, a ligação -  costumavam ser extensas -, foi interrompida rapidamente, sob a alegação de que havia um compromisso a cumprir e precisava desligar. À noite comentou com o marido:  “Se eu estiver  certa,  essa não  telefona nunca  mais para mim”. Ele, como homem, nunca poderia crer em tanta malícia. Só acreditou quando a previsão se confirmou. A outra não telefonou nunca mais.

 

Análise final: As ligações perderam o encanto a partir do momento em que a outra descobriu que, apesar dos problemas, ela ainda tinha tudo o que  gostaria de ter e não tinha. Os telefonemas deixaram, portanto, de ser compensadores após verificar que, apesar da deficiência  física, não dava para competir com ela.

 

Este tipo de guerrinha, impiedosa, velada, por motivos fúteis, é tipicamente feminina. É bom verificar, no último caso narrado, que a malícia foi das duas.  A sutileza com que as farpas são usadas para atingir alguém é característica própria do “sexo frágil”.

 

Homem nenhum trava este tipo de combate, porque lhe falta o veneno indispensável para tanto. E quando  entra em competição  é por coisas mais palpáveis. 

 

Também terrível uma outra atitude típica da maior parte das mulheres.  Se uma  amiga  ou  conhecida  começa  a  contar  seus  problemas  com o marido  ou  namorado, ou algum tipo de frustração, a outra ouve atentamente, se mostra solidária, a conforta.  Porém, se ela narra suas conquistas, em qualquer área, a ouvinte  diz  um  “mas que bom!”  bastante  insípido, se desinteressa e muda de assunto logo que pode. 

 

A maior parte das mulheres se sente mal com o sucesso de outra, principalmente com os homens, que, para elas, representa um trunfo.

 

O prazer da mais fútil rivalidade dá um doce sabor à vida feminina, embora possa azedar antiga amizade. Uma tremenda discrepância!

 

 

 

 

 

Amizade entre homens / Amizade entre mulheres

 

 

Os homens costumam ser amigos de fato. Em algumas ocasiões, podendo, preferem se reunir entre eles, sem mulher alguma por perto para interferir na conversa, por se sentirem mais à vontade. Precisam de liberdade  por alguns momentos.

 

Adoram  se  encontrar para um choppinho e falar sobre trabalho, esporte  e quaisquer outros assuntos que dizem respeito apenas a eles. Não é machismo, não, pois elas também têm interesses próprios.

 

Porém, o mais importante é que, mesmo insatisfeitos, não costumam se reunir para reclamar de suas mulheres. Quando chegam a tanto, é por precisarem desabafar (a coisa deve estar péssima).

 

Homens costumam competir principalmente quando se trata de negócios. Socialmente, entretanto, dificilmente o fazem. Sabem separar  negócios  e  companheirismo.  Não há aquele tipo de vaidade que os torna rivais sem motivo, por mero prazer, por uma de suas características.

 

A amizade, entre eles, é límpida, fiel.  Podem passar anos sem se ver, mas ela persiste. Dificilmente, quando reunidos, falam mal de outro que não esteja presente. Conseguem guardar determinados fatos entre si e se defendem quando necessário. 

 

As representantes do sexo feminino, entretanto, têm forma de agir bem diferente. Raras aquelas que são amigas de fato.

 

Por exemplo, três  “amigas”  mulheres. Estando quaisquer das duas juntas,  não  resistem  e sempre  arrumam algum  pretexto para,  de forma dissimulada,  criticar aquela que está ausente.  A que ouve, da mesma maneira, o faz como se o comentário fosse ingênuo e retribui, fingindo ignorar ser maldoso tal comentário, concordando e enriquecendo aquela crítica  com outra.

 

Certas vezes, uma rivalidade inútil leva  “amigas’’ a se degladiarem disfarçadamente. Trocam farpinhas com naturalidade, fazendo comentários aparentemente inofensivos.  Fingem não perceber, pois isso faz parte do relacionamento entre elas. É como se aquelas “espetadinhas” não significassem nada, embora fiquem remoendo o que ouviram por um tempo. Daqui há pouco estão se amando(?) de novo. Havendo homens por perto,  jamais perceberão esse duelo tão disfarçado.

 

Tipo de comentários que as eternas rivais adoram fazer entre si:

 

 “Oh! Lúcia, como você engordou! O que foi que houve?”

 

 “Seu cabelo está muito curto. Sua aparência fica mais jovem com ele  comprido. Deixa crescer de novo.” 

 

 “É a terceira vez que seu marido não vem à reunião. Que pena, todos estamos com saudade dele.”  O que está havendo?

 

 “Sua filha já está namorando? A minha se casa no próximo mês e faço questão de que vocês compareçam.”

 

“Sua filha já vai casar... ?! A minha não quer nem pensar nisso! Acabou de entrar para a Faculdade e acha importante uma boa profissão.”

 

É bom frisar que o problema não está apenas no que é dito, mas principalmente na forma como é dito.

 

Muito raramente se ouve uma mulher, com sinceridade, dizer à outra:

 

“Como seu marido é carinhoso!” (caso ele seja, tal comentário  jamais será feito). 

 

“Você sempre manteve o peso certo, desde que nos conhecemos.”

 

“Esta roupa fica muito bem em você.”  (mas é bom ter muito cuidado ao ouvir isto, pois provavelmente sua “amiga” pode estar achando exatamente o contrário).

 

Ao contrário dos homens, cuja amizade resiste a longo tempo sem se verem, as mulheres trocam de  “amigas”,   conforme seus interesses de momento.  Se, por exemplo, uma delas sai da cidade ou mesmo do bairro, normalmente é substituída por outra (aos poucos, será deixada de lado).  Outras vezes, são amicíssimas durante o período em que trabalham juntas, do contrário, é como se nunca tivessem se conhecido.

 

Não tendo capacidade para serem amigas de fato, o relacionamento entre as mulheres não resiste à menor distância ou ao tempo.

 

 

Ou quando passa a fazer algum curso, a  “amiga”  passa a ser uma daquelas  que também o freqüenta.

 

Os homens merecem ser invejados

(capacidade para isso há de sobra).

 

 

 

 

 

O Artificialismo, a dissimulação

 

 

Mesmo sexualmente a natureza foi condescendente com a arte de dissimulação feminina.  Quando seria  possível  a um  homem  fingir que está tendo um orgasmo?  Algumas mulheres o fazem com perícia.  O pior é que,  na maioria das vezes,  a intenção  não é  evitar a frustração  do  parceiro (seria uma atenuante).  O motivo de tal encenação é fazer com que o homem acredite  “já ter cumprido a sua parte”  e assim ponha logo um fim àquilo que, para muitas delas, é um desconforto   (“termina logo com isso  – pensa – quero ver a novela das oito”).

 

 

A noção de assédio sexual foi hipocritamente desvirtuada.

 

Parece que o artificialismo feminino não  a deixa sequer admitir o prazer de ser desejada. Este prazer é apresentado como se fosse ofensa.  A resposta quando uma mulher exerce atração em um homem passou a  ser chamada de assédio sexual.

 

Não se sabe de onde surgiu a moda, mas, de repente, o simples fato de  um homem desejar uma mulher passou a ser encarado como uma agressão sujeita à penalidade.

 

Um homem vê passar uma linda fêmea à sua frente.

Em outra época, ele soltaria um assobio para ela.

FIU, FIU...

Hoje poderá ser denunciado .

 

Temos acompanhado diversos casos de mulheres entrando com ação na Justiça revoltadas contra aquele que a “cantou”.  Mais uma vez, observamos a mesma coisa de sempre: ações impetradas contra homens de alto poder aquisitivo.  Sendo considerado um crime (?), o objetivo deveria ser punir o “infrator”, independente  da obtenção de lucro.  Porém não vemos tal situação quando o assediador é pessoa que não tenha boa situação financeira. Mais uma vez, as representantes do sexo feminino se beneficiam da suposta fragilidade para explorar os homens, sempre vulneráveis nessas situações.

 

Todos gostam de se sentir atraentes, tanto homens quanto mulheres, estas principalmente por serem mais vaidosas.  É uma sensação que faz bem ao ego.  É prazeroso  se sentir desejado,  mesmo por quem não se queira conquistar. Estará mentindo quem disser que não.

 

Não há nada de imoral ou indecoroso no fato de um homem sentir atração por uma mulher.  Tanto ele tem direito de desejá-la, quanto ela o tem de aceitar ou não, é só demonstrá-lo claramente  (mas sem fingir que ficou aborrecida, por favor). 

 

Quando alguém demonstra sentir atração pelo outro, está provando que o considera atraente. Impossível que isso seja encarado como um desaforo ou agressão. Muito pelo contrário. Então porque não admitir que se ficou envaidecido? 

 

Entretanto, as representantes do sexo feminino artificialmente se fazem de ofendidas até com o simples fato de um homem olhar para elas com interesse.

 

Muitas são as mulheres que, após um elaborado jogo de sedução (onde ela é a sedutora, como sempre), ao ver que seu objeto já foi devidamente seduzido,  ela recua.  Por quê?  Porque não tinha interesse nenhum por ele, queria apenas comprovar o seu poder.  Algum homem ainda não passou por uma situação como essa?  Conheci uma mulher que se cansou de tanto se fazer de  sedutora, embora nunca tivesse intenção alguma de levar caso algum adiante.

 

A mulher que veste uma blusa bastante decotada, uma saia justa e curta, não o faz à toa.  Ela quer ser admirada (fazendo com que as outras percebam que conseguiu atrair um macho). Então porque se fingir de zangada? Evidentemente não é verdade. Estará fazendo uma encenação? É como se estivesse se justificando, se proclamando inocente por provocar tal reação masculina, embora fosse  esse seu objetivo.

 

Está errada ao querer seduzir os homens? De jeito nenhum. Esse é o papel feminino e é um papel que lhe agrada. O erro está no seu falso comportamento, fingindo não gostar do que,  na verdade,  lhe dá prazer.

 

 

Os homens não sentem ou pensam

da mesmas maneira que as mulheres.

 

 

O QUE É ASSÉDIO ?

 

Em defesa das representantes do “sexo frágil”, lhes deram mais uma arma: a punição contra um discutível assédio sexual. 

 

Difícil é definir exatamente o que significa um assédio! Dependendo da situação financeira do insistente conquistador, muitas obtiveram mais uma forma de  lucro.  Se deixarmos a hipocrisia de lado, saberemos que, quando uma mulher resolve, de fato, fazê-lo desistir, ela o consegue, com ou sem a ajuda de advogados e juízes.

 

O assédio sexual agressivo é que pode incomodar. Como é o caso em que um macho usa sua força física.   Ou, por exemplo, quando um chefe chantageia sua funcionária, por saber que ela não tem maiores alternativas a não ser ceder ao seu superior.  Embora a chantagem seja uma tremenda covardia, caberia perguntar se, mesmo assim, o ego das mais vaidosas não ficaria um tanto inflado!

 

Quem assedia quem?

 

Usando os conhecidos artificialismos - verbais, no caso - a mulher aproveita para contar às amigas, se mostrando falsamente ofendida, quando ouve uma “cantada”. Mas, intimamente, a narração do acontecido é uma demonstração de sucesso (*). A que escuta, por sua vez, nunca tem a honestidade de lhe dizer que deveria ter ficado contente, pois, para todos os efeitos, “levar uma cantada” demonstra que se tornou, ao menos para aquele homem, irresistível.

 

(*) Diariamente a mulher que trabalhava aqui em casa chegava ‘reclamando’ dos homens que olhavam para ela ou investiam de alguma forma. Dei-lhe apenas um conselho: no lugar das roupas ‘chamativas’ que usava,  pusesse sempre um camisolão.  Nunca mais ouvi aquelas ‘reclamações’.

 

Se não fosse pela competição eternamente havida entre as mulheres, esse jogo de cena não seria necessário. Uma quer, disfarçadamente, mostrar-se em situação de superioridade por ter sido desejada, mas não pode admiti-lo.  Sendo assim, faz de conta que está narrando um desaforo e não a atração que exerceu.  A outra, da mesma forma, finge não considerar prazeroso o ocorrido, concordando com sua indignação. Ou seja, nesse caso o artificialismo é bilateral.

 

Já constatei, horrorizada, uma  guerra entre  mãe e filha, em que a mãe queria se mostrar melhor que a filha .

 

 

Preconceito contra o trabalho doméstico

 

Na  guerra contra o  “machismo”, surgiu o preconceito  em  relação ao serviço doméstico. o que, antigamente, era elaborado apenas por mulheres, o que não ocorre atualmente.

 

Para ser ‘mais respeitada’, a mulher deve exercer funções técnicas ou de nível universitário.  O trabalho manual é visto com desprezo. Mas, logicamente, outras tarefas precisam ser feitas por alguém.  Hoje, portanto,  o serviço doméstico não cabe mais apenas a elas, como foi um dia.  Agora os serviços domésticos são divididos entre os dois, tanto mulheres quanto homens.

 

A mulher que é uma boa cozinheira não tem nenhum valor e é encarada com desdém, entretanto os grandes chefes de cozinha (a maioria são homens) são  reconhecidos internacionalmente.  Parando para pensar, vemos que têm o mesmo dom. A única diferença é que, ao invés de cozinhar para o marido e filhos, cozinham para restaurantes freqüentados por pessoas de grande projeção, passando  a ser valorizados.

 

O mesmo acontece com as costureiras, algumas excelentes, capazes de criar ótimas roupas. Sendo simples profissionais, são encaradas como empregadas por quem lhes incumbe de fazer determinado trabalho. Entretanto, se alguma pessoa de renome as descobre, esse mesmo trabalho  passa a ser visto como importante.  Antes que me esqueça, os grandes costureiros, mundialmente conhecidos, também são homens.

 

Conseguir  passar  uma  roupa  muito  bem  passada, por exemplo,  também é um  dom.  Cada um com sua vocação.  Todos merecem o mesmo reconhecimento. 

 

As mulheres, chamadas pejorativamente de  domésticas,  são vistas com certa discriminação.  As falsas independentes gostam de passar a idéia de que ser apenas dona-de-casa atrofia o cérebro. Grande bobagem. Quantas são aquelas que trabalham fora, mas permanecem totalmente alienadas, não lêem jornal, quando pegam uma revista é aquela  que só trata dos  assuntos mais tolos  (“Como Segurar o Marido”, “Como combater as Rugas”, “A Melhor Maquiagem Para uma Festa”, ...). Entretanto, é  possível  a uma dona-de-casa se atualizar com boas leituras,  saber o que acontece pelo mundo, ser capaz de conversar sobre qualquer assunto.

 

Tenho uma amiga que, talvez por ser inteligente de fato, consegue ser amiga sem aspas.  Ela é casada, tem três  filhos,  sempre trabalhou fora, passou bem colocada em vários concursos e  fala diversos idiomas.  Atualmente, cuida da casa, do marido e dos filhos, mas aproveita o tempo de sobra para ler,  freqüentar cursos, exposições.  Ao contrário, muitas que se consideram superiores, pois não são domésticas, embora aproveitem horários de folga apenas para ‘ir a Shoppings’.

 

O preconceito contra o trabalho doméstico chegou a tal ponto, que vemos  mulheres  levadas a varrer as ruas, em troca  de  salário mínimo, quando poderiam ser melhor remuneradas se trabalhassem numa casa. Qual a diferença entre varrer a rua ou uma casa?  O mesmo ocorre com aquelas que trabalham numa fábrica, num exercício repetitivo, durante horas, em troca de  quase nada.  Mas se gabam por trabalhar fora.

 

O trabalho de manter uma casa arrumada, fazer o jantar, e outras tarefas deste tipo, precisa ser feito por alguém.  Vão gritar, “Então os homens que o façam”. Tudo bem, só quero ver como reagiriam, se os maridos propusessem ficar cuidando do lar, enquanto elas vão para a rua trabalhar. Não seria nada demais, porém nem todas elas aceitariam tal situação, pois se considerariam exploradas, enquanto o inverso é visto como normal.  Não seriam elas as verdadeiras machistas? Ou são oportunistas?

 

Com o modernismo, às mulheres não se admite mais dedicação apenas ao  trabalho do lar, considerado coisa menor.  Aquelas que o fazem, passam a ser vistas como alienadas.  O ideal seria, talvez, o  uso  apenas  de  serviços  terceirizados:  alimentos congelados, empresas  para  a  manutenção de uma  casa  organizada  etc. Mas qualquer empresa, que ofereça esse atendimento, necessita de alguém que exerça tais atividades.  E aí?  Que eu saiba, ainda não dispomos de robôs para isso e fadas não existem. 

 

Quando a mulher também tem emprego, passa a ser vista como uma mulher que ajuda o companheiro financeiramente. Atualmente a manutenção de um lar é mantida pelos dois, sem nenhuma vergonha para os seres masculinos, como antigamente.  Se os dois trabalham, é natural, portanto,  que  haja  uma distribuição de tarefas dentro de sua casa. 

 

O que importa num relacionamento

é a luta dos companheiros por um objetivo comum,

seja lá do jeito que for.

 

 

 

 

 

Outros tipos de preconceito

 

 

Um dos preconceitos mais absurdos é o de que o pênis tem que ser grande.  Alguns adolescentes se tornam (ou tornavam) inseguros, angustiados quando verificam que seu pênis não é tão grande quanto esperavam.  Acreditam, pois lhe passaram essa idéia, de que assim não serão homens de fato, capazes de dar grande prazer a uma mulher.

 

Quando ainda era professora primária, estava, num ônibus, corrigindo o trabalho de meus alunos.  O homem  que se sentava na ponta, toda hora me atrapalhava com cotoveladas cada vez mais fortes. Até que, furiosa, olhei para ele.  Foi quando ele levantou a pasta que estava em seu colo, me mostrando o que não me interessava ver, até porque preveria ver o que as crianças haviam feito.  Esperei uns instantes e levantei, falando alto, para todos ouvirem: “Seu p--- é pequeno demais para meu gosto.”

 

Depois da vingança, desci.

 

Conheço várias mulheres que gostam de dizer que adoram homens de pênis grande, levadas a acreditar que, assim, estarão demonstrando que são verdadeiras fêmeas, que gostam de sexo.  Tremenda besteira.

 

Nosso prazer,  após as preliminares,  fica logo  “na entrada”.  Nunca medi, mas dizem os entendidos que deve ser aproximadamente por volta dos primeiros cinco centímetros.  Segundo os ditos sexólogos, daí para cima,  “tchau”, ou seja, o que excede esse tamanho não faz a menor diferença.  Aliás, diria até o contrário, sendo o pênis muito grande ao invés de dar prazer, provoca um terrível incômodo.   Qualquer mulher que saiba o que é sentir prazer sabe muito bem que é verdade. Talvez ter pênis pequeno seja o ideal.

 

 

 

 

 

A aceitação de maus-tratos

 

Ter alguém do sexo oposto com quem se possa relacionar de maneira gostosa, com quem sair, fazer programas interessantes no fim-de-semana, namorar, é mais que necessário. Mas não implica em que, morar junto, seja indispensável.

 

Com toda a evolução por que passamos, mesmo as mulheres consideradas independentes, continuam se sentindo incompletas até conseguir um homem com quem morar. Homens também.

 

Um completa o outro.

 

Nossa sociedade ainda exige isso delas e apresentar um marido ou companheiro, principalmente às outras, é como demonstrar competência. Do contrário, se sentem inferiorizadas. Não aceitam, de forma alguma, assumir tal fraqueza. Juram que não, mas chegam a um ponto em que não podem perder a primeira oportunidade.  Após longa espera, resolvem ignorar certas desvantagens com relação ao “pretendente” e se unem, casando ou não, com a primeira ocasião que surgir à frente.

 

Deve-se presumir que as pessoas, quando resolvem morar juntas, estão sabendo com quem o estão fazendo. E o sabem na grande maioria das vezes.

 

Aí vem o problema.  Se uma mulher escolhe não continuar aguardando mais o parceiro ideal, diversas vezes prefere arriscar. Para muitas, o risco é grande, quando o futuro marido é  daqueles homens problemáticos.  Pensa que vai poder administrar a situação, fazendo com que ele se recupere de algum vício, ou comportamento agressivo.

 

Não conseguindo, a vida em conjunto se torna in-tolerável. Sofre, se descabela, mas continua ali.  Não quer perder a condição de casada. 

 

Ruim com ele,  pior sem ele.”

 

Muitas mulheres, numa situação desagradável, aturam até mesmo agressões físicas, procurando esconder dos outros tanta humilhação.  E esse estado de coisas acaba durando anos ou a vida inteira. Algumas se separam e, mais tarde, voltam atrás, pois existe um conceito deprimente que as obriga a levar um relacionamento complicado adiante;

 

A aceitação de maus-tratos pode ser por uma vaidade distorcida. Não podem admitir que erraram, ou não querem ficar sozinhas, embora fosse melhor. Há também aquelas que aceitam por auto-punição, mas aí é coisa para uma  profunda avaliação psicológica.

 

 

 

 

 

Como Manter um Bom Relacionamento

 

Acredito que um bom relacionamento dependa mais da tática feminina que do jeito masculino de ser, embora atualmente as coisas sejam vistas de forma diferente.

 

Mas vamos ao método antigo (e infalível):

 

- Ao ‘casar’ é preciso analisar se quer mesmo aquele homem ou se há interesse apenas em ter um marido ou companheiro.  Conselho válido para um casal.

 

- Mesmo depois  de casada, a mulher deve continuar a ser tão sexy como antes;

 

- Tanto um quanto o outro devem ser sempre carinhosos e atenciosos;

 

- A mulher deve fazer seu companheiro se sentir eternamente desejado, não esperando que ele ‘ataque’. Que ela  ‘ataque’.

 

- Defeitos, já conhecidos antes, precisam ser respeitados, sem a intenção de  querer transformá-los em qualidade.  Defeito sempre será defeito!

 

- Entender que o fato de ele gostar de se encontrar com os amigos, sem sua presença, não significa desamor. Um chopinho só entre homens não é nada demais. Da mesma forma que ele deve respeitar os encontros com suas amigas.

 

- Nunca fingir gostar das mesmas coisas que o outro, para demonstrar mais tarde que tudo não passava de uma tremenda tapeação.

 

- È preciso compreender que falta aos homens a criatividade necessária para falar tanto quanto as mulheres, sem a exigência de que ele esteja sempre disposto a ouvir tudo.

 

- ‘Discutir uma relação’ pode ser bom para uma mulher, mas é desesperador para um homem. A não ser que tal discussão leve o casal ao término da relação.

 

- Usar a sensibilidade que tem em excesso para perceber quando ele chega preocupado em casa.  Num caso como esse, ao invés de falar muito, ser apenas atenciosa é bem melhor.

 

- O homem não representa a estabilidade financeira de um casal e não existe para enaltecer o ego feminino.

 

- Filho não é um brinquedinho lindo.  Dá trabalho e problemas também. Não deve ser usado como se fosse um recibo de garantia.

 

- A mulher e o homem não devem culpar o outro por suas frustrações.

 

- Devemos evitar ‘’cho-ro-rôs’’ fúteis  e não super dimensionar quaisquer problemas.  Ao invés de cobrar, o ideal é procurar resolver os problemas domésticos em conjunto.

 

É preciso fazer uma análise honesta antes de casar.

   

Nem toda mulher nasceu para ser mãe

e nem todo homem nasceu para ser pai.

 

 

Casar porque?

 

Um dos diversos motivos que induz mulheres ao casamento, além de ser um problema cultural, é a feroz competição feminina.  Existe a necessidade de exibir a conquista do seu parceiro à sociedade, mas principalmente às outras.  Precisam chegar a suas concorrentes de maneira vitoriosa: “Consegui um companheiro”.

 

A exigência social que cobra à mulher que se case é atualmente alimentada por elas próprias. Isso nem deveria existir mais e seria coisa ultrapassada, mas ...

 

Dependendo da urgência, as mulheres não medem esforços para atingir o objetivo de “fisgar” um incauto. Costumam fazer todo um jogo, no intuito de mostrar às suas concorrentes que atingiram o principal objetivo feminino: um casamento.

 

Os homens são vidrados no sexo oposto, não podem viver sem as mulheres (que bom!), mas não ficam igualmente desesperados por um compromisso.  Normalmente, se casam para sua própria satisfação, e quando acreditam ter chegado a hora. Sendo assim, ele não usa – nem saberia fazê-lo – de artifícios para melhorar sua imagem. Vão dizer que, na fase do namoro, alguns também fingem, se fazem de românticos sem ser. Não é verdade. Essa demonstração de romantismo, mostrada no início,  é em função do encantamento que as namoradas exercem sobre eles. Só que se apaixonam e se casam com uma, mas acabam mesmo é levando outra.   

 

O homem não tem pressa em se casar

(ou morar junto, tanto faz).

Não precisa provar nada a ninguém.

 

Sem pressa, os representantes masculinos se casam para sua própria satisfação, ao acreditarem que ela será correspondida. Sendo assim, ele não usa – nem saberia fazê-lo – de artifícios para melhorar sua imagem. Vão dizer que na fase do namoro alguns também fingem, se fazendo de românticos sem ser. Não é verdade. Essa demonstração de romantismo deve ser em função do encantamento que as namoradas exercem sobre eles. Só que se apaixonam e se casam com uma, mas acabam mesmo é levando outra.

 

 

Podem me criticar,

mas as críticas não resolverão nada.

\Continuarei  pensando como penso.

 

 

 

 

 

 

Finalizando

 

Passei a vida inteira discordando de minhas “amigas”, conhecidas, colegas de trabalho. Sempre que vinham reclamar dos homens, a não ser em casos justos, os defendia.  Algumas ficavam furiosas enquanto tentava lhes mostrar que estavam erradas. E estavam mesmo, é muito difícil conviver com uma mulher (diria até aturar). Com o tempo, acabei sendo conhecida como machista e, mesmo brincando, me chamam assim.  

 

Até eu, às vezes, me considero machista...

mas sou machista só com as outras,

quando é meu caso,  prefiro ser feminista

 

 

Não se esqueçam, por favor, de que sou mulher e não pretendo passar a idéia de ser uma santa. Tenho todos os defeitos (ou dons?) característicos de uma representante do sexo feminino. A diferença está no fato de não usar tantas artimanhas contra os homens, pois os admiro e tenho muito carinho por eles de um modo geral. Provavelmente não sou machista.

 

Todos temos defeitos e eles também, é claro.  Mas, em se tratando da convivência homem/mulher, eles são bem menos complicados.

 

Ainda bem que existe esta atração irresistível que os faz se aproximarem de nós, senão estaríamos perdidas. Sairiam correndo assim que nos vissem!

 

Para nossa sorte, mesmo acreditando na exatidão do que foi exposto, eles continuarão gostando de mulheres e jamais resistirão a tanta atração. Se não estivesse certa disso, não me arriscaria a escrever nada sobre o assunto.

 

Não tenho idéia de como os homens podem encarar o que está escrito aqui! Talvez nem acreditem.

 

Quanto às minhas companheiras do sexo feminino, não tenho nenhuma intenção de agredi-las.  Apenas não se pode manter pela vida toda essa malícia misturada à  ‘ingenuidade’ de forma tão deslavada, acobertada, como se não existisse.  Por que nossa sociedade não admite que é assim mesmo? Por que as mulheres fingem não ser do jeito que realmente são ? Vamos fazer, então, um trato? Para não ficarem todas muito insatisfeitas com suas características expostas, que tal encarar os defeitos aqui apresentados como se eles fossem uma  forma de provar certa superioridade ?

 

Acredito até que muitos pensarão que sou louca. As mulheres certamente o dirão, embora sabendo que é tudo verdade. Talvez seja louca mesmo, do contrário estaria me aproveitando, como a grande maioria, da minha condição de um ser tão “fragil”. 

 

Ao mesmo tempo que não pretendo declarar guerra aos homens, não quero deixar de lado o prazer de usufruir plenamente do convívio masculino isenta dessa sensação horrorosa de rivalidade.

 

Só fico imaginando a decepção das ‘feministas’, que queimaram simbolicamente seus sutiãs em praça pública, declarando ‘guerra’ aos homens!  Uma guerra ineficaz, pois as feras continuam fingindo depender dos belos.

 

Decepções à parte, algumas informações são bastante interessantes, como é o caso de uma tribo indígena em Manaus, dominada por mulheres; só no ano de 1879 é que as mulheres foram autorizadas a freqüentar universidades e em 1930 puderam votar; nas Ordenações Filipinas (1603 e 1830) um marido era autorizado a matar sua esposa, caso a flagrasse com outro homem; houve casos em que mulheres eram recolhidas para manterem a virgindade... Outros ‘causos’ estranhos estão no livro "Mulheres do Brasil - A História Não Contada", de Paulo Rezzutti

 

RESUMINDO:

Belos são os homens.

Feras são as mulheres.

 

 

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